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As Ovelhas do Bom Pastor

Meditação para o Dia 20 de Novembro

1. a) Eu sou o bom Pastor“. Três inimigos ameaçam as ovelhas de Jesus: o lobo, isto é, o demônio, que as quer devorar; o mercenário, isto é, o mundo, que as engana; e o ladrão, isto é, o egoísmo prejudicial. Deverás desanimar em face de tantos inimigos? Ó, não! Jesus permite que eles venham, para te dar ocasião de conhecê-los, vencê-los e assim ganhar louros eternos.

b) Conheço as minhas ovelhas… e dou minha vida por elas“. Que consolo! Em todo sofrimento poderás dizer:

“Jesus me conhece. Ele não me desamparará! Quanto me deve amar, se por mim nasceu, viveu, sofreu e morreu!”

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Santa Isabel da Turíngia

Meditação para o Dia 19 de Novembro

1. No auge da felicidade e do poder, cercada dos carinhos de seu esposo e de toda a corte, Santa Isabel de Turíngia não se esqueceu de Deus. Consagrou-Lhe as primícias de seu amor. Por isso fez, às escondidas, penitências graves. Por amor de Deus desceu aos hospitais e aos caminhos públicos, para visitar e tratar doentes; por amor dEle distribuiu, com larga mão, a maior parte de suas riquezas; por amor de Deus consentiu na partida de seu esposo extremado, seu único protetor na terra, para a Cruzada. Compara tua vida com estas virtudes. Continue a ler

A Cura de Dez Leprosos

Meditação para o Dia 17 de Novembro

1. E, entrando em uma aldeia, saíram-lhe ao encontro dez leprosos, que pararam ao longe e levantaram a voz, dizendo: ‘Jesus, Mestre, compadece-te de nós’“. Lança um olhar sobre tua alma, talvez cheia de faltas e pecados, qual lepra espiritual. Se nada perceberes, pior para ti. Os santos encontraram em si faltas e manchas, e tu de tudo te julgas isento? Convence-te de teu mísero estado e recorre àquele que unicamente pode salvar-te. Oxalá que a lepra de tua alma não se torne incurável por adiares tanto uma conversão séria! Continue a ler

O Maior no Reino do Céu

Meditação para o Dia 15 de Novembro

1. Naquela hora chegaram-se a Jesus os seus discípulos, dizendo: Quem julgas tu que é o maior no reino do céu?“. Até os apóstolos são tentados pela ambição e pelo orgulho, vícios que todos herdamos dos primeiros pais. Não herdaste o mesmo mal? Não queres parecer mais do que és, sobressaindo sempre e querendo levar a palma em tudo? Com que direito? Pecaste menos que outros? Correspondeste melhor do que eles às graças que Deus, sem teu mérito, te deu? Não deverás prestar conta rigorosa de tudo? Continue a ler

Os Apóstolos na Transfiguração de Jesus

Meditação para o Dia 11 de Novembro

1. Entusiasmado pela transfiguração, São Pedro disse:

“Senhor, bom é que estejamos aqui; se queres, façamos aqui três tabernáculos, um para ti, outro para Moisés e outro para Elias”

Não procedes, muitas vezes, como o apóstolo? Consolado por Deus, tudo julgas possível; na noite da tentação e do desamparo, porém, te tornas tímido como o apóstolo na Paixão de Jesus, a quem só seguiu de longe e a quem até negou. A virtude não consiste em consolações, mas na luta contra o mal e na prática constante do bem. Continue a ler

Renunciar a Si Mesmo

Meditação para o Dia 09 de Novembro

1. “Se alguém quiser vir após mim, renuncie a si próprio”. Ninguém é forçado, mas também ninguém é excluído de seguir a Jesus. Para segui-Lo de fato, é necessário querer seriamente; o mero desejo é de todo insuficiente. Deves renunciar não só às coisas ilícitas e perigosas, mas também ao próprio juízo, às desordenadas inclinações e à própria vontade. É este o primeiro passo para a perfeição. Já avançaste um pouco? Continue a ler

Jesus curando o Surdo-Mudo

Meditação para o Dia 06 de Novembro

1. Para curar o surdo-mudo, que lhe trouxeram, Jesus “tomou-o à parte do povo”. Para achares a saúde de tua alma, deves seguir este exemplo, afastando-te das distrações humanas. Jesus “lhe meteu os seus dedos nos ouvidos”. Fecha assim teus ouvidos às vaidades, abrindo-os à voz e às inspirações de Deus.

“Cuspindo, tocou com a saliva a sua língua”

A graça de Deus e a humildade devem guiar tua língua, preservando-a de palavras injustas, duras, pecaminosas; e fazendo-as falar sinceramente na acusação sacramental.

“E, levantando os olhos ao céu, deu um suspiro”

Oxalá que afastasses também teu olhar, sempre mais e mais, da terra! Continue a ler

O Purgatório, a Razão e o Coração

Anjo do Senhor libertando uma alma do Purgatório

Razões do Purgatório

Meditação para o dia 05 de Novembro

Qual a razão de ser do purgatório? É o pecado. É o obstáculo que impede a alma de entrar no céu sem estar purificada e digna da visão beatífica. O pecado mortal leva ao inferno. Separa para sempre a alma de Deus. Entretanto, veio o perdão pela infinita misericórdia e o pecador arrependido muda de vida e não mais volta aos seus desvarios. Todavia, não fez a devida penitência, não reparou o seu crime neste mundo por uma penitência. Fica-lhe ainda uma dívida a pagar à Divina Justiça. O pobre pecador culpado de muitas faltas veniais passa desta para outra vida, vai prestar contas a Deus. Aquele Deus de todo santidade, o Santo por excelência, a Justiça mesma, não quer condenar a quem já perdoou, não há de perder quem, embora manchado de leves culpas, de muitas imperfeições, não é todavia inimigo de Deus. Que há de fazer? Levá-lo para o céu, onde nada pode entrar manchado? Impossível! Seria ter uma noção errada da santidade e da infinita pureza de Deus, admitir este absurdo. Condenar às penas eternas quem, embora tivesse pecado, não chegou à culpa mortal e não se separou do Senhor porque não perdeu o estado de graça? Então para onde irá a alma assim manchada e não de todo santa e perfeita para o céu? Eis a razão a nos dizer: há de existir uma purificação além desta vida entre as duas eternidades, um purgatório que nos livre do inferno e que seja o vestíbulo do paraíso, uma expiação necessária para as almas. Pode-se ir para o purgatório por três motivos: primeira, pelos pecados veniais não remidos ou perdoados neste mundo; segundo, pelas inclinações viciosas deixadas em nossa alma pelo hábito do pecado; terceiro, pela pena temporal devida a todo pecado mortal ou venial cometido depois do batismo e não expiado ou expiado insuficientemente nesta vida. Continue a ler

Solenidade de Todos os Santos

Solenidade de Todos os Santos

Solenidade de Todos os Santos, por Beinaschi

Caríssimos irmãos, no dia 2 de Novembro – quinta-feira – a Igreja celebrou todos os Fiéis Defuntos, no Dia de Finados. No dia anterior – 1° de Novembro – comemoramos a Solenidade de Todos os Santos, que, no Brasil, transfere-se para o domingo de hoje.

Estas duas datas do calendário litúrgico – Todos os Santos e Finados – devem ser vistas juntas, e falam a todos nós, pois falam da vida a que somos chamados. Em Finados, rememoramos a verdade da nossa presente condição mortal e os novíssimos que sempre devem estar presentes diante do coração de todos os cristãos. Nós morreremos, e, com a morte, virá o juízo. Após este, aguardamos com esperança a graça do céu, se vivermos segundo a Lei de Deus.

No entanto, ensina-nos a Santa Igreja que somente os perfeitos entrarão diretamente no céu: aqueles que já se purificaram de todas as imperfeições causadas pelos pecados cometidos – seja pela penitência e mortificação, seja pelas indulgências: os mártires, os recém-batizados, os penitentes, os grandes santos. Continue a ler

Depois da Morte…

Cemitério de São Patrício, em Londres

Cemitério de São Patrício, em Londres (St. Patrick’s Cemetery)

Com a morte tudo se acaba?

Meditação para o dia 03 de Novembro

Sim, é verdade, com a morte tudo se acaba. Lá se vão as riquezas, as honras, o luxo, as glórias terrenas e até nosso pobre corpo tão miserável se transforma num monturo asqueroso e horrível. Vamos ao pó donde viemos. Tu és pó e em pó te hás de tornar. Seremos quanto ao corpo, nada, pó, um punhado de lodo. Todavia, temos uma alma imortal, criada à imagem e semelhança de Deus, e esta não se acaba. É espiritual. Separa-se do corpo que ela vivificou, mas não morre. A morte não é mais do que a separação da alma do corpo. Então nem tudo se acaba na morte. Fica o principal, a alma.

Fica tudo — uma alma remida pelo Sangue de um Deus.

Não somos um bruto que nasce, cresce, morre e desaparece num monturo para sempre.

Um amigo de Sócrates, o célebre filósofo grego condenado à morte, perguntou-lhe antes que o veneno da cicuta arrebatasse a preciosa vida:

— Tem algum deseja para que o cumpramos? Porventura alguma disposição sobre o enterro?

— Que querem? Meu amigo, pensam então em me sepultar? Podem enterrar meu corpo, mas a mim não poderão sepultar.

Resposta de um pagão consciente da sua imortalidade. Continue a ler

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