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O Menino do Sim

Meditação para o Dia 22 de Maio

Guido de Fontgallant é o modelo mais tocante para a nossa confiança e terno amor filial a Nossa Senhora. Aos 22 de maio fez a sua Primeira Comunhão. Jesus pediu-lhe um “sim” generoso e heroico, o sacrifício do seu ideal de sacerdócio e da vida. Na gruta de Lourdes, ouve o chamado de Nossa Senhora:

“Meu querido Guido, eu te virei buscar logo. Será num sábado. Arrebatar-te-ei dos braços de tua mamãe para te levar direitinho ao Céu”

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Convertei-me em Amarguras as Consolações da Terra

Meditação para o Dia 08 de Maio

Um desejo ardente abrasou o virginal coraçãozinho de Santa Teresinha do Menino Jesus no dia de sua primeira comunhão: o de sofrer e sofrer muito por Jesus. Heroico e belo ideal para uma criança de 11 anos!

“Ao receber Jesus-Hóstia, meu Divino Amor – escreve ela – senti-me atraída para o sofrimento, achando-lhe encantos que me arrebatavam, a despeito de não ter ainda claro e perfeito conhecimento deles. Tive também outro ardente desejo: o de amar unicamente a Deus e só Nele achar alegria. Enquanto me entretinha em dar ação de graças, ia repetindo amiudadas vezes: Ó meu Jesus, doçura inefável, convertei-me em amarguras todas as consolações da terra” (1)

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Viva a Cruz!

Meditação para o Dia 03 de Maio

Santa Verônica Juliana, apaixonada pelo martírio, dizia em transportes de júbilo:

“Viva a cruz isolada, nua, e viva o sofrimento!”

A Igreja também, na sua liturgia, convida-nos a saudar a cruz:

“Ó Cruz, ave, spes unica!” – “Ó cruz, eu te saúdo, minha única esperança!”

Sim, neste mundo, no exílio em que vivemos, se quisermos salvar a nossa alma, só teremos um meio de que lançar mão: o madeiro da Cruz. Continue reading

As Duas Coroas

Meditação para o Dia 30 de Abril

Nosso Senhor apareceu a Santa Catarina de Sena com duas coroas nas mãos, uma de espinhos e outra de flores.

“Minha filha – disse Jesus, – terás de receber, necessariamente, uma destas coroas e depois a outra. Se quiseres receber nesta vida a coroa de espinhos, eu te reservarei a outra, a de flores, para a vida eterna. Se ao contrário, quiseres agora a de flores, eu te reservarei a de espinhos para depois de tua morte”.

Respondeu a santa:

“Senhor, de há muito renunciei minha vontade, mas se quereis minha resposta, digo-Vos que, acima de tudo, quero viver toda a minha vida com a Vossa Paixão e achar minha consolação em sofrer por Vós” (1)

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Três avisos importantes para terminar esta introdução

Parte V
Capítulo XVIII

Nos primeiros dias de cada mês renova depois da meditação a protestação que se acha na primeira parte, repetindo, depois, no decurso do dia, como David:

Não, meu Deus, eu nunca me esquecerei de tua lei, porque nela foi que vivificaste minha alma

E, quando sentires alguma mudança maior em ti, toma nas mãos a fórmula da protestação e, proferindo-a de todo o coração, com profunda humildade e abnegação, nisso obterás grande alívio.

Faze profissão manifesta não de ser devoto ou devota, mas de querer sê-lo, e não te envergonhes das ações comuns e necessárias que nos conduzem ao amor a Deus. Confessa resolutamente que procuras fazer a meditação, que preferes morrer antes do que cometer um pecado mortal, que queres frequentar os sacramentos e seguir os conselhos do teu diretor espiritual, o qual, porém, por diversas razões, é melhor que não se nomeie. Continue reading

Resposta a duas objeções possíveis contra esta introdução

Parte V
Capítulo XVII

Dir-te-á o mundo, Filotéia, que estes conselhos e exercícios são tantos que quem os quisesse observar não poderia dar atenção a outra coisa. Ah! Filotéia, mesmo que não fizéssemos mais nada, já teríamos feito bastante, pois que teríamos feito o que devemos fazer neste mundo. Mas não estás vendo o ardil do inimigo? É verdade que, se nos dedicássemos todos os dias a estes exercícios, eles nos ocupariam todo o tempo. Mas Deus não os exige senão em certos tempos e em certas ocasiões. Quantas leis civis há no Digesto e no Código que se tem que observar, mas não todos os dias e sempre! Continue reading

Dias Perdidos

Meditação para o Dia 27 de Abril

O Imperador Tito, quando passava o dia sem fazer algum bem, costumava dizer:

“Perdi o meu dia”

Para nós, o dia perdido é o que passamos sem sofrer.

“A cruz – diz a Autora dos Avisos Espirituais – preserva os nossos dias da esterilidade”

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Sentimentos que se devem conservar depois deste exercício

Parte V
Capítulo XVI

No dia em que fizeres esta renovação e nos dias seguintes deves pronunciar muitas vezes com o coração e com os lábios estas ardentes palavras de São Paulo, Santo Agostinho e Santa Catarina de Gênova:

Não, eu não pertenço mais a mim; seja viva, seja morta, eu pertenço a meu Salvador, Nada tenho de mim, nada para mim. É Jesus que vive em mim e tudo o que posso chamar meu Lhe pertence. Ó mundo, permaneces sempre o mesmo! E eu também até agora tenho sido sempre eu mesma; mas dora em diante não o serei mais. Não, não seremos mais nós mesmos, porque teremos o coração mudado; e o mundo, que nos enganou, enganar-se-á sobre nós; porque, notando só aos poucos a nossa mudança, ele nos crerá semelhantes a Esaú e por fim nos achará semelhantes a Jacob.

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Afetos gerais sobre as considerações precedentes, para concluir este exercício

Parte V
Capítulo XV

Ó santas resoluções, contemplo-vos como a santa árvore de vida que Deus plantou no meio de meu coração e que Nosso Senhor veio regar
com o Seu sangue, para que produza frutos abundantes. Antes mil mortes do que permitir que a arranquem de meu coração. Não, nem as vaidades, nem as delícias da vida, nem as riquezas, nem as aflições me obrigarão a mudar de intenções.

Ah! Senhor, é a Vossa bondade paternal que acolheu meu coração, por pior que seja, para trazer frutos dignos de Vós, a quem eu devo tudo isso. Quantas almas não tiveram esta felicidade! Quando, pois, poderei me humilhar bastante perante Vossa misericórdia? Continue reading

Quinta Consideração: o Amor Eterno de Deus por nós

Parte V
Capítulo XIV

Considera o amor eterno que Deus tem tido por nós. Antes da encarnação e da morte de Jesus Cristo a Majestade divina te amava infinitamente e te predestinava para o Seu amor. Mas quando é que Ele começou a te amar? Começou a fazê-lo quando começou a ser Deus. E quando começou a ser Deus? Nunca, porque sempre o foi sem começo nem fim; e Seu amor por ti, que nunca teve começo, preparou-te desde toda a eternidade as graças e favores que tens recebido. Continue reading

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