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Como se deve Ouvir e Ler a Palavra de Deus

Parte II
Capítulo XVII

Deves ter um gosto especial em ouvir a palavra de Deus, mas escute-a sempre com atenção e respeito, quer no sermão, quer em conversas edificantes dos teus amigos que gostam de falar em Deus. É a boa semente, que não se deve deixar cair em terra. Aproveita-te bem dela; recebe-a no teu coração como um bálsamo precioso, à imitação da Santíssima Virgem, que conservava no seu peito, cuidadosamente, tudo o que ouvia dizer de seu divino Filho, e lembra-te sempre que Deus não ouvirá favoravelmente as nossas palavras na oração, se não tirarmos proveito das Suas nos sermões. Continue reading

O Verbo abreviado

Texto escrito por Pe. de Lubac, extraído do livro “Exegese Medieval. Os quatro sentidos da Escritura”, vol. III.

Em Jesus Cristo, que era a finalidade, a antiga Lei encontrou precedentemente a sua unidade. Século após século, tudo nessa Lei convergia para Ele. É Ele que, da totalidade das Escrituras, formava já a única Palavra de Deus.

Nele, os “verba multa” (as muitas palavras) dos escritores bíblicos tornam-se para sempre Verbum unum – “Palavra única”.
Sem Ele, ao invés, o laço se dissolve: de novo a palavra de Deus se reduz a fragmentos de “palavras humanas; palavras múltiplas, não somente numerosas, mas múltiplas por essência e sem unidade possível, porque, como constata Hugo de São Vítor, multi sunt sermones hominis, quia cor hominis unum non est – “Muitas são as palavras do homem, porque o coração do homem não é uno”. Continue reading

Nas palavras, a Palavra

Por Dom Henrique Soares da Costa

Para os católicos do Brasil, este, setembro, é o mês da Bíblia. A razão é simples: 30 do mês é memória litúrgica de São Jerônimo, grande estudioso da Sagrada Escritura, que, no século IV, traduziu toda a Bíblia do hebraico, aramaico e do grego para o latim, popularizando a Palavra de Deus. Essa tradução tornou-se tão difundida que recebeu o apelativo de “vulgata”, isto é “popular”.

A Bíblia (“os livros”, traduzindo do grego) não é um livro único; é uma coleção de 72 escritos, produzidos num arco de cerca de 1.300 anos.
Neles está contida a Palavra de Deus, porque foi o próprio Espírito do Senhor que, misteriosamente, como só Ele sabe fazer, inspirou tudo quanto os autores sagrados escreveram. É um incrível e admirável mistério: por trás das palavras humanas dos autores daqueles textos está a Palavra única do próprio Deus! Na grande maioria dos casos, nem mesmo os autores sagrados imaginavam que o que estavam escrevendo eram textos inspirados pelo Senhor…

Foi o povo de Israel e, depois, a Igreja Católica, inspirada pelo Espírito que permanece nela e a conduz sempre mais à verdade plena, quem foi discernindo quais escritos eram inspirados por Deus e quais não eram… Só a Igreja tem a autoridade de fazer esse discernimento; e ela o fez, com a autoridade que o Senhor lhe concedeu e a assistência divina que lhe garantiu na potência do Espírito. Continue reading

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