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Tag: paixões

Das afeições desordenadas

Livro I. AVISOS ÚTEIS PARA A VIDA ESPIRITUAL

Capítulo VI

1. Todas as vezes que o homem deseja alguma coisa desordenadamente, torna-se logo inquieto. O soberbo e o avarento nunca sossegam; entretanto, o pobre e o humilde de espírito vivem em muita paz. O homem que não é perfeitamente mortificado facilmente é tentado e vencido, até em coisas pequenas e insignificantes. O homem espiritual, ainda um tanto carnal e propenso à sensualidade, só a muito custo poderá desprender-se de todos os desejos terrenos. Daí a sua freqüente tristeza, quando deles se abstém, e fácil irritação, quando alguém o contraria.

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Cegueira Espiritual

Cegueira Espiritual, Tesouros de Cornélio à Lápide

O que é a cegueira espiritual

A cegueira espiritual nada mais vem a ser do que certa estupidez, um embrutecimento do espírito que impede de ver e degustar as coisas divinas. A cegueira espiritual pertence particularmente à inteligência, e é um endurecimento da vontade. Uma e outra coisa são pecados, a pena do pecado e um princípio de pecado. A cegueira espiritual, que afasta somente a Deus, porque Ele é a verdadeira luz, segundo diz Sano Agostinho, é um pecado pelo qual se deixa de crer em Deus; é a pena do pecado, porque castiga o coração orgulhoso, atraindo para si, com justiça, o ódio de Deus; é um princípio de pecado, quando o coração, enganado pela paixão, leva a cometer o mal[1]. Assim, os judeus, cegos pelo erro e pelo endurecimento do coração, perseguiram a Jesus Cristo, e deram-Lhe a morte.

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Em Deus está a nossa Conservação

Capítulo 33. Em Deus está a nossa Conservação - Livro Rumo à Felicidade, de Fulton Sheen SE a nossa vontade se puser do lado de Deus, nunca poderemos desanimar, porque o lado que escolhemos, está sempre vitorioso e nunca é ludibriado. Em Deus está a conservação, no mal a ruína. A realidade das coisas encontra-se sempre do lado de Deus. O mal é, necessariamente, instável, porque vai contra a natureza das coisas segundo foram criadas. Todas as leis da natureza humana nos impulsionam para o nosso destino específico tanto de santidade como de saúde. Se cuidarmos, devidamente, do nosso corpo, obedecendo às regras da saúde, seremos saudáveis; se violarmos essas leis, a nossa revolta trará a doença, e poucos tomariam o devido cuidado consigo, se a violação das leis da saúde não trouxesse algum castigo, como aviso.

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Exame sobre as Paixões

Parte V Capítulo VII

Demorei-me mais nos pontos antecedentes, que servem para conhecer os progressos feitos na vida espiritual; porque o exame dos pecados tem em mira a confissão daqueles que não aspiram a perfeição. Entretanto, é bom deter-se em cada um desses pontos, considerando o estado da alma e as faltas maiores que se poderão ter cometido. Mas, para resumir tudo, limitemos este exercício ao exame das paixões e consideremos unicamente o que temos sido e como nos temos comportado quanto aos pontos seguintes:

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Sê Manso como Jesus

Meditação para o Dia 10 de Agosto

1. Um gênio pacífico concorre tanto para a própria paz como para a do próximo. Uma ofensa qualquer às vezes é suficiente para irritar-te e para te levar a pensamentos de desafeto e ódio, a palavras precipitadas, a atos de que depois terás de arrepender-te. Irritando-te, a ira começa a predominar no coração e a obscurecer a razão, causando muitos males, desalojando a virtude, que só pode existir em um coração pacífico, e fazendo entrarem as inimizades com suas consequências.

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Faltas de Caridade

Meditação para o Dia 18 de Julho

1. As faltas de caridade tem frequentemente sua base no orgulho e na excessiva apreciação do próprio eu. São favorecidas por verdadeira ou suposta superioridade corporal ou espiritual, pela inveja e pelo espírito moderno. A falta de caridade facilmente leva a se igualar aos superiores, desprezando os inferiores. Faz esquecer que o próximo representa a pessoa de Jesus Cristo, que o salvou e que o instituiu herdeiro do céu. Acaso ignoras isto? Amas a teu próximo como a ti mesmo? Sempre? A todos?

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A Mentira

Meditação para o Dia 17 de Julho

1. Há uma mentira do coração, outra da boca, e ainda outra do fato, conforme ela é praticada no pensar, no falar ou no proceder. Quase sempre a mentira tem por base o desejo de agradar, de escapar a uma humilhação, ou de conseguir algum louvor ou lucro. Não falta quem tenha a mentira por necessidade e lícita, enquanto Deus a detesta sob todas as suas formas. Mentir é um vício frequente; encontra-se na choupana e no palácio, na vida particular e pública, na juventude e velhice, em lugares profanos e sacros. És livre dele, de todo?

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Consequências da Impureza

Meditação para o Dia 16 de Julho

1. São extremamente tristes as consequências da impureza, porque ela é como o fogo abrasador que tudo destrói. Se não é belo o que está manchado, o que será então quem é desonesto? A saúde corporal, geralmente, é prejudicada, a vida abreviada, a fisionomia alterada, a memória, a inteligência e a vontade enfraquecidas, o caráter corrompido e debilitado. O vício, dia por dia, torna-se mais dominador, levando a abismos e precipícios nunca sonhados. Que consequências!

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Os Gozos do Mundo

Meditação para o Dia 14 de Julho

1. Satanás, inimigo jurado de todo o bem, não deixará de armar também a ti mil ciladas e cercar-te de artimanhas engenhosas, capazes de te fazer capitular. O mundo convida, apresentando-se de modo fascinante, como amigo verdadeiro. Desconfia!... Não sairás ileso, a não ser que domines qualquer propensão desordenada a divertimentos puramente mundanos ou excessivos em número ou qualidade. Durante os divertimentos e as recreações, sê comedido e modesto, tendo sempre Jesus e Maria diante de teus olhos.

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A Ociosidade

Meditação para o Dia 13 de Julho

1. Anda ocioso o que não faz nada; anda também ocioso quem não faz bem o que deve fazer. Por acaso teu passado te dará direito à ociosidade? Não; pois pouco fizeste para o céu, e por muitos pecados ainda tens de prestar satisfação. O futuro é incerto; se for teu, deves preparar-te para nele ajuntares frutos; se não for teu, em breve já não terás mais tempo, e te exporás ao perigo de chegar com as mãos vazias perante o tribunal divino, semelhante ao mau servo, que enterrou o talento e por isso foi condenado.

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