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Maria visita Isabel. Coração aberto ao Próximo

Maria visita sua prima Isabel

No primeiro capítulo, víamos Maria abrir as portas do coração a Deus, respondendo com um sim cristalino àquilo que o Anjo lhe anunciava da parte do Senhor. Como resposta de Deus àquele sim da Virgem, o Verbo se fez carne no seu ventre imaculado.

Não é difícil imaginar como Maria deve ter se sentido depois da Anunciação. Trazia Deus no seu seio. Começava a amar a Deus com amor de Mãe. Teria sido lógico que se ensimesmasse, que ficasse concentrada em si mesma, que se absorvesse no mistério divino que habitava nela. Como não ficar pensando no Filho, na vida nova que começava para ela, no futuro que jamais teria imaginado?

Agir desse modo seria humano, seria lógico. Mas ela não fez assim: não ficou enclausurada em si, concentrada no seu mistério interior, mesmo tendo fortes razões para fazê-lo.
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Meditação Final

Lições sobre as Almas do Purgatório

Lições do Purgatório

Meditação para o dia 30 de Novembro

Antes sofrer agora… depois… depois será terrível! Agora, nossas orações, sacrifícios esmolas têm um valor de certo modo infinito, pelos méritos do Sangue Preciosíssimo de Jesus Cristo. Podemos fazer por nós, isto é, ganhar para nossa alma aqui, e para as almas que sofrem no purgatório. Depois… ah!, quando nossa alma se separar do corpo, daremos contas até de uma palavra ociosa, como diz o Evangelho, e pagaremos até o último ceitil das nossas dívidas para com Deus. Agora quanto mérito e quanta riqueza para a vida eterna!

Aproveitemos o tesouro da misericórdia de Deus. Não abusemos da graça. Aproveitemos, sobretudo, o tesouro infinito da Santa Missa.

É o que melhor podemos dar às almas de nossos entes queridos. A Santa Missa é o primeiro e o maior dos sufrágios pelos mortos. Por ela se apagam nossos pecados e aliviadas são as almas do purgatório.

Afirma São Jerônimo, um dos grandes Doutores da Igreja: Enquanto a sacerdote celebra a Santa Missa, muitas almas são libertadas do purgatório.
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Meditação para o 32º Domingo Comum – Ano A

Dom Henrique Soares da Costa
Por Dom Henrique Soares da Costa

De um modo ou de outro, a Palavra do Senhor sempre nos fala da vida, nos revela o sentido, nos mostra o caminho. Hoje, o Cristo Senhor nos apresenta a existência como um punhado de talentos, de dons, de oportunidades que a providência gratuita e misteriosa de Deus colocou em nossas mãos para que façamos frutificar.

Certamente, jamais compreenderemos por que nascemos desse modo ou somos daquele outro. A vida é um mistério tremendo, Irmãos; tão tremendo, que o Salmista geme, entre admirado e oprimido:

“Ainda embrião Teus olhos me viram e tudo estava escrito no Teu livro; meus dias estava marcados antes que chegasse o primeiro. Como são profundos para mim Teus pensamentos, como são grandes seu número, ó Deus!” (Sl 139/138,16s)

Podemos, no entanto, ter a certeza de que o Senhor nos deu uma vida, “a cada um de acordo com a sua capacidade“. Continue reading

A Esmola

Anjo e Tobias

O Sufrágio da Esmola

Meditação para o dia 17 de Novembro

Um socorro aos mortos dos mais valiosos é a esmola. Não é mister lembrar aqui o valor da caridade. É auxílio ao pobre na terra, alívio aos mortos nas chamas expiadoras do purgatório. Há tanta miséria a socorrer no mundo! Por que não fazermos do dinheiro, que perde tanta gente, um meio de salvação para nossa alma, e alívio do pobre e alívio do Purgatório? Não é conselho de Nosso Senhor que aproveitemos e façamos da riqueza meio de salvação empregando-a nas boas obras como os pecadores a empregam para o mal?

Socorramos o pobre em sufrágio das almas do purgatório.

Contam piedosos autores esta parábola tão expressiva: Um homem tinha três amigos. Dois lhe eram muito queridos. O terceiro nem por isso. Um dia fora acusado e levado ao Tribunal da Justiça. Chama os amigos para o defender.

O primeiro escusou-se. Tinha negócios e família, era impossível!

O segundo foi até à porta do Tribunal e o deixou.

O terceiro o acompanha sempre fiel, defende-o com ardor, dá testemunho de sua inocência e salva o acusado do castigo.

Assim, o homem tem neste mundo três amigos: o dinheiro, os parentes e as boas obras. O dinheiro o abandona na morte, quando há de comparecer no Tribunal da Justiça de Deus. Os parentes o levam até a beira da sepultura e o deixam; e o esquecem depois. O terceiro amigo — as boas obras, a caridade praticada, as obras de misericórdia, tudo quanto o homem fez de bom neste mundo, só isto o acompanha e o defende no Tribunal da Justiça de Deus.

Pois bem. Neste mundo toda sorte de boas obras sejam os nossos amigos. Tudo o mais falha. Diz São João que as obras do homem o hão de seguir depois da morte: Opera enim illorum sequntum illos.

Socorramos o pobre em sufrágio dos mortos. Praticaremos dupla obra de caridade. E tenhamos a certeza de que Aquele Deus de Misericórdia não deixará que se perca nossa pobre alma no Tribunal do Dia do Juízo.

Eis porque rezar pelos mortos, socorrer as almas do purgatório na prática da caridade pela esmola, é das maiores riquezas do cristão neste mundo.

A esmola, disse o Anjo a Tobias, salva o homem da morte, apaga os pecados e faz achar a graça diante de Deus (1). O Livro Eclesiástico ensina que “assim como a água extingue o fogo mais ardente, assim a esmola apaga o pecado” (2).

Sim, e a esmola apaga também o fogo do purgatório.

Dai esmola ao pobre em sufrágio das benditas almas. As lágrimas que vossas esmolas enxugarem, o alívio que tiverdes dado aos que padecem fome, sede e frio, serão alívio no purgatório para as almas sofredoras, talvez almas de vossos entes queridos. É uma dupla caridade socorrer os pobres por amor das santas almas.

A Esmola que Salva

São João Crisóstomo faz este belo e poético elogio da esmola:

“A esmola, diz ele, é uma celeste indústria e a mais hábil de todas. Protege os que a exercem. É amiga de Deus e está ao lado do Senhor e alcança facilmente a graça aos que ela ama. Quebra os ferros, dissipa as trevas, extingue o fogo… Diante dela se abrem com toda segurança as portas do reino do céu (3)”

Como se aplicam bem as palavras do eloquente e Santo Doutor à esmola dada em sufrágio para alívio e libertação das almas do purgatório! Nossa esmola ao pobre vai quebrar as cadeias de ferro e fogo que retém no purgatório as pobres almas, dissipa-lhes as trevas horríveis da ausência e da separação do Bem Infinito que tanto as faz sofrer naquele cárcere medonho. E diante da esmola, quantas vezes não se abrem com segurança as portas do reino do céu às pobres cativas! Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia, diz Nosso Senhor no evangelho.

Sim, sejamos agora misericordiosos para com os infelizes, os desgraçados, os pobres, e alcançaremos misericórdia para nós e para as almas do purgatório. Diz o Livro de Tobias:

“As esmola livra de todo pecado e da morte, e não deixará a alma descer nas trevas” (4)

Sim, a esmola nos livrará da morte eterna, e, se nesta vida tivermos aplicado nossos recursos em socorrer os pobrezinhos, livraremos nossa alma da eterna morte, das trevas do inferno, e livraremos as almas das trevas do purgatório.

Pelas almas sofredoras tenhamos compaixão dos pobres.

Um dia, em Saint Lazare, São Vicente de Paulo ia dar a bênção à mesa frugal da comunidade dos seus padres, quando de repente sentiu-se profundamente comovido e as lágrimas lhe corriam pelas faces. Soluçava. O seu pensamento sentia-se agora transportado para a Lorreine, onde o povo tinha fome como nas províncias devastadas pela guerra. Ah! Dizia o Santo, lá há muita fome, muita fome…

“Ó, se nós soubéssemos meditar e ter compaixão daquelas pobres almas que têm fome de Deus! E Jesus, que na pessoa do pobre tem fome e sede, como nos diz no Evangelho, não sentirá também a fome das benditas almas? Tive fome e me destes de comer, estive doente e me visitastes. Jesus nos fala assim nas almas do purgatório (5)”

“A esmola, escreveu o ilustrado Henri Bremond (6), é, no pensamento da Igreja, um dos elementos essenciais do culto dos mortos. Obra de caridade e de sacrifício eucarístico, o ágape primitivo reunia estes dois elementos. Muito antes de ter sido abolido, o ágape era uma espécie de reunião de beneficência para socorrer os pobres, visando obter por esta obra o alívio e a libertação das almas do purgatório. Os Santos Padres falam sempre nisto. Na Idade Média, esta ideia de socorrer os pobres para alívio das almas do purgatório teve uma influência decisiva na organização das obras de caridade”

Dupla Caridade

Podemos dizer: dar esmola em sufrágio e para alívio e libertação das almas do purgatório é dar duas vezes, é dupla esmola. Socorre os vivos e os mortos. Os amigos das santas almas não deixam esquecido este meio poderoso e meritório de praticar a caridade.

São Pedro Damião conta que, numa festa da Assunção de Maria, um homem de Deus teve uma visão. Viu na igreja a Santíssima Virgem num trono, cercada de Anjos e de Santos. Diante dela aparece uma pobre mulher em andrajos, em estado de grande miséria, mas trazendo sobre os ombros uma capa de seda e pedrarias ricas. Ajoelhou-se a pobrezinha diante da Virgem e entre lágrimas lhe disse:

“Ó Mãe de misericórdia, eu vos suplico, tende piedade de João Patrizzi que acaba de morrer e sofre no purgatório. Sabei, ó Mãe de misericórdia, que eu sou aquela mendiga que um dia pedia esmola na porta da vossa basílica e tiritava de frio. João, a quem pedi uma esmola, privou-se da sua capa para me cobrir”

Ao ouvir isto, a Virgem Santíssima sorriu, cheia de bondade, e disse:

“O homem pelo qual pedes misericórdia estava condenado a sofrer muito tempo na expiação, mas já que ele praticou este ato de caridade, e além disto sempre teve muita devoção para comigo, adornou meus altares, eu quero usar de bondade para com ele”

E Patrizzi foi logo libertado do purgatório (7).

Assim fará para conosco a Mãe de Deus, se juntarmos a sua devoção bem fervorosa à caridade para com os infelizes. É muito grande o mérito da esmola.

São João Crisóstomo aconselhava, numa exortação, uma maneira de aliviar o sofrimento da saudade dos mortos, de um filho querido que a morte arrebatou, de um ente, enfim, que vimos partir para a eternidade, deixando-nos saudosos. Diz o Santo Doutor:

“Perdeste um filho querido e não sabeis o que fazer para testemunhar a vossa dor. Quereis ser útil ainda ao vosso filho? Nada mais simples. Assiste a um coerdeiro pobre. Tomai um pobre para socorrer. Dai aos pobres o que desejaríeis dar ao morto querido que chorais. Não tereis perdido o herdeiro do céu e arranjareis um coerdeiro na terra, que é o pobre. Em vez de uns miseráveis bens temporais que havíeis de deixar para um filho, lhe dareis a herança da posse de Deus no céu nos bens eternos. Eis como podeis socorrer vossos entes queridos muito mais do que se estivessem neste mundo (8)”

Ordena a admirável e santa Regra de São Bento que quando morra um monge, durante trinta dias se ofereçam por sua alma o Santo Sacrifício e a ração de alimento que lhe pertencia seja dada aos pobres.

Que bela tradição! Sejamos caridosos para com os pobres da terra o apliquemos o mérito desta caridade para o alívio e libertação das santas almas sofredoras do purgatório. Pratiquemos a dupla caridade.

Exemplo: Esmola pelas Almas

Cristovão Sandoval, ainda menino, era devotíssimo das santas almas do purgatório. Procurava socorrê-las de todos os modos. Privava-se até do necessário para sufragar as pobres almas sofredoras. Quando estudava na Universidade de Louvain, aconteceu que as cartas da Espanha demoravam a chegar com recursos e o pobre estudante ficou reduzido a uma extrema miséria sem ter do que se sustentar. Sempre que lhe pediam alguma esmola em nome das almas do purgatório, nunca a negava. Doía-lhe o coração ver pobres rogando: uma esmola por amor das santas almas do purgatório! Assim amargurado entrou numa igreja pensando: não posso socorrer as almas do purgatório com minhas esmolas, mas posso rezar por elas. Quero ajudá-las com minhas orações. Acabou de rezar e ao sair da igreja um moço muito educado e de ar nobre o veio cumprimentar, dizendo estar de volta da Espanha, e lhe entregava uma grande soma de dinheiro, porque quando voltasse à Espanha, seu pai lhe havia de pagar. Convidou-o para um almoço. Sandoval aceitou o generoso convite, pois até àquela hora nada havia comido. Depois, o moço desapareceu. Nunca mais Sandoval chegou a saber quem era aquele moço. Fez várias pesquisas, mas tudo em vão. Um dia, contou o fato ao Papa Clemente VIII. O Santo Padre lhe disse: Meu filho, é preciso publicar muito este fato para mostrar como Deus recompensa os que dão esmolas em nome das almas do purgatório e sufraga os mortos com atos de caridade.

Uma mulher em Nápoles, conta Rossingnoli (91.ª Maravilha), chegou a uma extrema miséria, porque o marido fora preso por muitas dívidas. Os filhos passavam fome. Recorreu a um grande rico da cidade e pediu-lhe uma esmola. Recebeu uma moeda de prata. Entrou numa igreja e pôs-se a considerar a triste situação em que se encontrava. Recorreu às almas do purgatório, procurando sufragá-las com fervorosas preces. Depois, tomou a moeda de prata, importância exata de uma espórtula de Missa, e mandou celebrar uma santa Missa pelas almas. Sai da igreja muito consolada e cheia de confiança. Encontra na rua logo um velho muito pálido que lhe quer falar.

— Coragem, minha senhora, diz-lhe o desconhecido, peço o favor de me levar esta carta a Fulano, tal rua, número tal. É um dos homens mais conhecidos e ricos do lugar.

A senhora executou logo o pedido. O jovem destinatário tomou a carta, abriu-a e empalideceu:

— A letra de meu pai… E meu pai já morto!

Indagou muito e veio a concluir que aquela pobre viúva havia salvo do purgatório a alma do seu pai querido. A carta dizia assim:

“Meu filho, teu pai acaba de ser libertado do purgatório graças a uma santa Missa mandada celebrar por esta senhora, portadora desta. Está ela numa extrema miséria e eu a recomendo à tua gratidão”

Grande foi a comoção do jovem. Após acalma-se disse à pobre:

“Minha senhora, acaba de fazer uma grande obra de caridade e lhe devo uma eterna gratidão: libertou meu pai do purgatório com uma Missa, esta manhã… Doravante eu me encarrego de protegê-la”

E assim o fez. (Carfora — For¬tuna hominis. Lib. I — Rossignoli, 91.ª Maravilha).

Observações:
(1) Tob. XVV, 9.
(2) Eccl. II, 33.
(3) S. —. Cripost. Hom. XXXII — Epist. ad Hebreus
(4) Tobias — IV, 8, 12.
(5) Rousic — Le Purgatoire — C. XXIV
(6) Bremond — Le Correspondent — 11, 916 — Priere pour les morts.
(7) S. Petr. Dami. Opus. 34 c. 4.
(8) Crepost — Sermo de fide ressuctionis.

Voltar para o Índice do livro Tenhamos Compaixão das Pobres Almas! de Mons. Ascânio Brandão e não esqueça de rezar a Ladainha pelas Almas do Purgatório

(BRANDÃO, Monsenhor Ascânio. Tenhamos Compaixão das Pobres Almas! 30 Meditações e Exemplos sobre o Purgatório e as Almas. 1948, p. 131-138)

Tesouros Eternos

Meditação para o Dia 16 de Outubro

1. Não queirais ajuntar para vós tesouros na terra, onde a ferrugem e a traça os consomem e onde os ladrões os desenterram e roubam“. Jesus, ao exortar-nos para não ajuntar tesouros na terra, quer o nosso proveito. Na terra não existe o que possa saciar a sede de felicidade do coração. Os bens da terra são ilusórios; todos são breves e limitados, muito perigosos, outros diretamente nocivos. Se esta noite te pedissem tua alma, o que te valiam todos os prazeres desfrutados hoje, ontem e nos outros dias do passado, todas as honras gozadas, todos os bens acumulados? Continue reading

Ser Apóstolo

Meditação para o Dia 09 de Setembro

1. Ser-te-á suficiente não escandalizar a ninguém e não concorrer para a perdição do próximo? Terás por meritório não ter precipitado a ninguém na água ou no abismo? Se alguém, lutando com as ondas, precisar do teu socorro, negar-lho-ás? Não! Tão pouco podes ser indiferente quanto à sorte de tantas almas. Ou ousarás dizer:

“Por ventura sou eu o guarda de meu irmão?”

Que seria de ti, se Jesus, se os apóstolos e teus diretores espirituais assim tivessem falado! Deves fazer, pela alma do próximo, quanto permitirem tuas forças. Continue reading

Como Deus te Ama

Meditação para o Dia 02 de Setembro

1. Deus é a caridade“. Ele tirou-te do nada. O corpo, com todas as suas faculdades, é seu presente. A alma, de infinito valor, recebeste-a de Deus; as criaturas ficaram sujeitas a ti; anjos te servem. Deus mesmo, por incompreensível amor, assumiu tua natureza; tornou-se menino, pobre; trabalhou, sofreu e morreu por ti. Fundou a Igreja para tua salvação, instituiu a santa Eucaristia, para se sacrificar muitas vezes por ti e para tu O teres presente. Como correspondes a tanto amor? Continue reading

Zelo pela salvação das almas

Meditação para Dia 08 de Março

1. Quanto mais vale a alma do que o corpo, tanto mais o amor verdadeiro olha para o bem espiritual do próximo que para a sua felicidade material. Será suficiente não fazer mal e não matar a ninguém? Se visses alguém submergir nas ondas, quando te fosse possível socorrê-lo, ficarias indiferente? Muitos se perdem, porque, alegando incômodos ou pouca esperança de melhoramento, ninguém lhes mostra o perigo em que estão.

O amor verdadeiro achará sempre um acertado meio aconselhado pela prudência e pelo zelo cristão. Não sejas, pois, indiferente quanto ao bem-estar espiritual de teu próximo.
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São Francisco de Sales, Testemunha do Amor


Água. Os homens buscaram sempre construir suas cidades junto à água, a beira-mar, ou às margens dos grandes rios; lá onde corre impetuosamente ou onde se remansa placidamente num lago. Dirigi vossos passos ao centro da Europa, entre a Suíça, França e Itália, e procurai um lago tranquilo, circundado por suaves colinas, com os cimos ornados de abetos e as planícies cobertas de prados e vinhas. Se mais ao longe avistais os Alpes e o Monte Branco, então é provável que já tenhais encontrado o lago de Annecy e, junto dele, uma pequena cidade que leva o mesmo nome, cujos jardins se estendem em frente ao lago e cujas ruas estão sulcadas por antigos canais do rio Thiou.

Annecy é uma cidade encantadora, que conserva suas ruas tradicionais, a sólida prisão de velhas pedras em uma ilhota formada pelos canais, um impressionante castelo, sobre a colina, que pertenceu ao Duque de Nemours e, mais acima, dominando todo o panorama, o Mosteiro da Visitação. Este privilegiado lugar lembra um nome do qual está impregnada toda a cidade: Francisco de Sales.

Francisco percorreu aquela região entre 1567 e 1622, mas a sua lembrança, passados os séculos, continua hoje viva em toda a Comarca, desde a bonita cidade de veraneio Thonon le Bain, até a industriosa Anemmase, ou desde a cidade – por tantas razões internacional – de Genebra, com seu lago, até o de Bourget, conhecido pelos versos que sobre ele escrevera o poeta romântico Lamartine. Continue reading

Zelo d’almas

Meditação para Dia 10 de Janeiro

1. a) Além dos acidentes da penosa viagem e longa ausência, os Magos arriscaram sua fama de sábios e prudentes, quando seguiram a estrela muda e inanimada. Os primeiros representantes do paganismo tiveram de fazer sacrifícios pela graça da vocação que tu recebeste gratuitamente. Corresponde tua gratidão à grandeza do benefício?

b) Os Magos cooperam com a graça; Herodes, obstinado, a despreza. Os sacramentos e as graças da mesma Igreja a uns salvam, a outros aumentam a responsabilidade. De que lado estás tu? Continue reading

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