Category: Retiro Quaresmal (page 1 of 3)

Dom Henrique nos guia através de um Itinerário Quaresmal para nos orientar a viver uma Santa Quaresma!

Pela graça de Deus, Ele provou a morte!

Cruz

“Vemos, todavia, a Jesus, que foi feito, por um pouco, menor que os anjos, por causa dos sofrimentos da morte, coroado de honra e de glória. É que pela graça de Deus Ele provou a morte em favor de todos os homens. Convinha, de fato, que Aquele por Quem e para Quem todas as coisas existem, querendo conduzir muitos filhos à Glória, levasse à perfeição, por meio de sofrimentos, o Autor da salvação deles” (Hb 2,9s).

Contemplemos Jesus, o Senhor

Ele é Deus: eterno, infinito, feliz em plenitude!
Fez-Se homem, fez-Se menor que os anjos…
Assumiu a condição de servo, de escravo,
morreu de morte ignominiosa: morreu na cruz, como um malfeitor!

Pela graça de Deus, o Pai que nos amou,
pela Sua bondade, pela Sua misericórdia para conosco,
o Filho provou a morte em favor de toda a humanidade.
Provou a morte: tocou-a de perto, nela entrou, com tudo aquilo que tem
de tristeza, de frieza, de derrota…
Jesus, sem pecado, experimentou a morte de pecado!

Por quê?

Porque o Pai, por Quem e para Quem todas as coisas existem,
nos amou e quis mostrar tal amor entregando o próprio Filho Único, Filho amado,
feito, como homem, Autor da nossa salvação!

Ó Senhor Jesus,
na Tua cruz aparece a gravidade do pecado que nos deforma;
na Tua cruz aparece do que somos capazes: do quanto somos capazes de matar Deus no mundo;
na tua cruz aparece toda a seriedade do amor de Deus, que não sossega enquanto não nos procura;
na Tua cruz aparece as profundezas do Teu coração!

Contemplando Tua cruz, podemos compreender o significado da frase:
Deus é amor!

Pela Tua santíssima paixão e morte de cruz,
pela Tua tremenda passagem pela morte,
pela Tua permanência no sheol, na mansão dos mortos,
salva-nos, ó Destruidor da Morte,
ó Vida da nossa vida,
salva-nos, ó Cristo nosso Deus!

Roteiro de leituras bíblicas para o Tríduo Pascal

Tríduo Pascal
Eis algumas sugestões para que você possa rezar com Cristo Jesus durante todo este Tríduo Pascal!

Reflexão para a Quinta-feira Santa

Neste dia, toda a atenção da Igreja se volta para o Cristo que, na Ceia, celebrou ritualmente a Páscoa com Seus discípulos:

“Desejei ardentemente comer convosco esta Páscoa antes de sofrer…” (Lc 22,15).

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Judas sou eu!

Serei eu, Senhor?
No Evangelho de hoje escutamos a traição de Judas

Evangelho (Mt 26,14-25)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 14Um dos doze discípulos, chamado Judas Iscariotes, foi ter com os sumos sacerdotes 15e disse: ‘O que me dareis se vos entregar Jesus?’ Combinaram, então, trinta moedas de prata. 16E daí em diante, Judas procurava uma oportunidade para entregar Jesus.

17No primeiro dia da festa dos Ázimos, os discípulos aproximaram-se de Jesus e perguntaram: ‘Onde queres que façamos os preparativos para comer a Páscoa?’ 18Jesus respondeu: ‘Ide à cidade, procurai certo homem e dizei-lhe: ‘O Mestre manda dizer: o meu tempo está próximo, vou celebrar a Páscoa em tua casa, junto com meus discípulos’.’

19Os discípulos fizeram como Jesus mandou e prepararam a Páscoa. 20Ao cair da tarde, Jesus pôs-se à mesa com os doze discípulos. 21Enquanto comiam, Jesus disse: ‘Em verdade eu vos digo, um de vós vai me trair.’ 22Eles ficaram muito tristes e, um por um, começaram a lhe perguntar: ‘Senhor, será que sou eu?’

23Jesus respondeu: ‘Quem vai me trair é aquele que comigo põe a mão no prato. 24O Filho do Homem vai morrer, conforme diz a Escritura a respeito dele. Contudo, ai daquele que trair o Filho do Homem! Seria melhor que nunca tivesse nascido!’ 25Então Judas, o traidor, perguntou: ‘Mestre, serei eu?’ Jesus lhe respondeu: ‘Tu o dizes.’

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

O que o terá levado a entregar o Mestre?

Jesus o tinha escolhido com amor, tinha-o chamado entre tantos para ser um dos Doze, daqueles aos quais chamou pelo nome depois de uma noite em oração a Deus; desceu do monte e chamou os que Ele quis para que ficassem com Ele… (cf. Mc 3,13)

Que ninguém pense que Jesus chamou Judas para que O entregasse! Nunca! O Senhor não prepara armadilhas para ninguém! Aliás, o Concílio de Trento é claro:

“Se alguém disser que Deus agiu na traição de Judas como agiu na conversão de Paulo, seja anátema”.

Mas, em todo caso, é fato, tão misterioso quanto o é o coração humano, quanto o é a vida: Judas entregou o Mestre, Judas foi alcunhado como o Traidor…

O que o levou a isso?

Jamais saberemos ao certo. Permitam-me os meus pacientes e benévolos amigos uma hipótese de quem há anos estuda as Escrituras, ensina teologia e mexe com as hipóteses dos exegetas.

Os judeus e também os apóstolos esperavam o Messias. Mas, cada um, cada grupo tinha sua própria ideia sobre o papel do Messias e a missão que Ele desenvolveria.

Para os fariseus, Ele seria aquele que faria Israel observar com perfeição as prescrições da Torah de Moisés;

Para os zelotas, seria um revolucionário nos moldes da Teologia da Libertação: expulsaria os romanos e implantaria um sistema político justo, tendo Israel como cabeça;

Para os essênios, seriam dois messias, um sacerdote e um rei, que purificariam o povo e restabeleceria o culto do Templo numa estrita pureza ritual…

Até João Batista tinha sua imagem de Messias: seria justo, severo, viria para peneirar e arrancar a árvore que não desse fruto…

Os apóstolos, até o fim, esperaram um Messias glorioso, que viesse destruir o poder romano e restaurar a realeza dos tempos de Davi, com toda a sua glória. Por isso discutiam sobre quem era o maior, por isso pediam os primeiros lugares…

Mas Jesus não se enquadrava nesses modelos! A João Batista Ele mandara dizer: “Feliz de quem não se escandalizar por Minha causa”, e aos apóstolos Ele foi corrigindo o tempo todo, anunciando, pouco a pouco, um Messias Servo Sofredor – algo impensável para os judeus!

Aos trancos e barrancos os apóstolos foram aceitando as correções que Jesus faz na sua expectativa messiânica e, ainda que com muita dificuldade, vão começando a compreender que Jesus é um Messias diferente…

Mas, parece que Judas não foi capaz de dar esse passo. Talvez tenha se sentido enganado, desiludido, traído na sua esperança… Esse Jesus manso, misericordioso, não ia a lugar algum, não instauraria o Reino esperado, não expulsaria os romanos, não corresponderia às expectativas de Israel… Jesus parecia a Judas um alienado, um sonhador, fora da realidade… E a decepção foi se tornando raiva, a raiva tornou-se amargura e a amargura fechamento de coração e o fechamento de coração conduziu à sede de vingança contra aquele falso Messias, aquele que fizera o discípulo perder seu tempo e seu sonho…

Não penso que Judas tenha traído Jesus por simples maldade ou ganância – trinta moedas era dinheiro de menos para um ato tão vil assim… É verdade que os evangelhos dizem que Judas era ladrão. Talvez tenha começado a tirar algo da bolsa comum não pelo gosto de roubar, mas como uma amargurada vingança contra aquele bando de tolos que o tinham feito perder o tempo… Talvez fizesse isso quase como a cobrança de um pagamento pelo tempo perdido…

Jesus sabia… Preveniu indiretamente a Judas, aproveitando que alguns discípulos O tinham deixado:

“Muitos de Seus discípulos, ouvindo-O, disseram: ‘Essa palavra é dura! Quem pode escutá-la?’ Jesus lhes disse: ‘Isto vos escandaliza? Alguns de vós não creem!’ Jesus sabia, desde o princípio, quais os que não criam e quem era aquele que O entregaria. A partir daí, muitos dos Seus discípulos voltaram atrás e não andavam mais com Ele. Então, disse Jesus aos Doze: ‘Não quereis também vós partir? Não vos escolhi, Eu, aos Doze? No entanto, um de vós é um diabo!’ Falava de Judas, filho de Simão Iscariotes. Este, um dos Doze, O haveria de entregar!” (Jo 6,60-71)

Sim! Judas já não mais amava o Mestre, já não mais cria realmente Nele! Deveria ter sido honesto, corajoso; deveria ter deixado Jesus naquela hora! Não se pode ficar, ser discípulo sem amar o Senhor de coração sincero!

A verdade é que o que aconteceu com Judas pode acontecer com todos nós. É grande o perigo de nos decepcionarmos com Jesus porque Ele não é como nós gostaríamos que fosse, porque não faz os milagres que esperávamos ou não resolve as coisas do nosso jeito… É tão fácil desiludir-se com o Senhor que exige de nós conversão, mudança no nosso modo de ser e viver! Há o perigo de sermos cristãs frios, que já não creem de verdade… Há o perigo, também para nós, de trair o Mestre, de entregá-Lo!

Judas errou, Judas pecou! “Melhor seria que não tivesse nascido!” – Palavras duríssimas. Mas, que ninguém julgue Judas! Um pouco dele está em cada um de nós… O perigo tremendo de fazer o que ele fez nos ronda! Vigiemos! “Que não tiver pecado, atire a primeira pedra…”

Meditação para a Procissão do Encontro na Semana Santa

Procissões da Semana Santa

“Ó vós todos, que passais pelo caminho, olhai e vede se há dor igual à minha dor!” (Lm 1,12)

Queridos irmãos e irmãs,

Esta procissão do Encontro nos prepara para começarmos o santo Tríduo Pascal, que nos faz celebrar na graça de Deus o mistério da paixão, morte e ressurreição do Senhor.

Agora, olhemos para estas imagens, que nos recordam o Senhor Jesus e Sua Mãe santíssima, Maria, a Virgem.
Duas imagens, duas lições, duas emoções! Continue a ler

A Páscoa do Senhor e do mundo

Santíssima Trindade, Glória Eterna
Aproxima-se a festa da Páscoa, a maior e mais solene de nossa fé cristã. Não há festa como a Páscoa!

Infelizmente, na consciência dos cristãos não é tão clara esta magnitude, esta central importância da Festa pascal para a nossa fé.
É impressionante esta constatação! Trata-se de uma gravíssima falha na nossa evangelização!

Basta ver as igrejas replenas na Sexta-feira santa e apenas modestamente cheias na santa Vigília Pascal, à qual muitos, espantosamente, chamam ainda de “Sábado do Aleluia”!

Que indigência teológica, espiritual e litúrgica! Continue a ler

Meditação para o Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor

Domingo de Ramos

Meditação para a procissão de Ramos

Este Domingo sagrado celebra dois mistérios:

(1) a Entrada solene do Senhor Jesus em Jerusalém para viver Sua Passagem do mundo para o Pai e
(2) o Mistério de sua Paixão, Morte e Sepultura. Daí o título deste dia: Domingo de Ramos e da Paixão. A procissão é dos ramos; a Missa é da paixão. Continue a ler

Terça-feira da V semana da Quaresma

Batismo
Tomemos agora Rm 6,1-23. Na verdade, é todo o capítulo sexto desta Epístola. E é um texto, um capítulo importantíssimo! Portanto, leia-o com calma, com atenção… Sem compreendê-lo, fica difícil compreender o que é específico do cristianismo! Continue a ler

Meditação para o V Domingo da Quaresma

Jesus e a adúltera perdoada
Caríssimos Irmãos no Senhor, estamos nos encaminhando para o final da Quaresma; estamos próximos do início da Grande Semana que desemboca no Tríduo Pascal!

Hoje, a Palavra que a Igreja nos proclama convida-nos a esquecer o velho pecado, esquecer o que ficou para trás, e prosseguir, renovados, para adiante, para frente, onde Cristo nos espera! Certamente, esse “esquecer o que fica para trás” não pode ser uma negação irresponsável do nosso passado! Esquecer o pecado que passou somente é possível quando o assumimos diante de Deus e o confessamos de coração sincero. Para isto Cristo nosso Deus nos deixou o Sacramento da Penitência! Continue a ler

Quinta-feira da IV Semana da Quaresma

Expulsão de Adão e Eva do Paraíso
Meditemos agora em Rm 5,12-21. Leia e releia com atenção esta perícope importantíssima!

12. Por isso, como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim a morte passou a todo o gênero humano, porque todos pecaram…

13. De fato, até a lei o mal estava no mundo. Mas o mal não é imputado quando não há lei.

14. No entanto, desde Adão até Moisés reinou a morte, mesmo sobre aqueles que não pecaram à imitação da transgressão de Adão (o qual é figura do que havia de vir).

15. Mas, com o dom gratuito, não se dá o mesmo que com a falta. Pois se a falta de um só causou a morte de todos os outros, com muito mais razão o dom de Deus e o benefício da graça obtida por um só homem, Jesus Cristo, foram concedidos copiosamente a todos.

16. Nem aconteceu com o dom o mesmo que com as consequências do pecado de um só: a falta de um só teve por consequência um veredicto de condenação, ao passo que, depois de muitas ofensas, o dom da graça atrai um juízo de justificação.

17. Se pelo pecado de um só homem reinou a morte (por esse único homem), muito mais aqueles que receberam a abundância da graça e o dom da justiça reinarão na vida por um só, que é Jesus Cristo!

18. Portanto, como pelo pecado de um só a condenação se estendeu a todos os homens, assim por um único ato de justiça recebem todos os homens a justificação que dá a vida.

19. Assim como pela desobediência de um só homem foram todos constituídos pecadores, assim pela obediência de um só todos se tornarão justos.

20. Sobreveio a lei para que abundasse o pecado. Mas onde abundou o pecado, superabundou a graça.

21. Assim como o pecado reinou para a morte, assim também a graça reinaria pela justiça para a vida eterna, por meio de Jesus Cristo, nosso Senhor.(Fonte: Bíblia Católica Online)

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Segunda-feira da IV Semana da Quaresma

Cristo na Cruz

Leia atentamente Rm 5,6-11. Releia com cuidado e espírito de oração.

6. Com efeito, quando éramos ainda fracos, Cristo a seu tempo morreu pelos ímpios.

7. Em rigor, a gente aceitaria morrer por um justo, por um homem de bem, quiçá se consentiria em morrer.

8. Mas eis aqui uma prova brilhante de amor de Deus por nós: quando éramos ainda pecadores, Cristo morreu por nós.

9. Portanto, muito mais agora, que estamos justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira.

10. Se, quando éramos ainda inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho, com muito mais razão, estando já reconciliados, seremos salvos por sua vida.

11. Ainda mais: nós nos gloriamos em Deus por nosso Senhor Jesus Cristo, por quem desde agora temos recebido a reconciliação!
(Fonte: Bíblia Católica Online)

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