Meditação para Dia 26 de Janeiro

1. A santidade e a justiça de Deus pressupõe um extremo ódio ao pecado. No próprio Filho de Deus, que assumiu a forma do homem pecador, a santidade divina procurou a satisfação. Persegue-o lá no berço, sujeitando-o à pobreza, ao frio, à humilhação; fá-lo fugir até longínquo país. trabalhar em pobre casebre; cobre-o de chagas, de sangue, de ignomínias; tira-lhe o sangue das veias e fá-lo morrer na cruz após martírios inauditos; tudo isto porque Jesus se responsabilizou pelos nossos pecados.

Que mal não deve ser o pecado e quanto Deus não deve odiá-lo, se assim o persegue no Filho inocente!

2. Quanto não transluz da incarnação, da vida e da morte de Jesus, sua infinita misericórdia! Deus era ofendido e é Ele que satisfaz pela ofensa. Ele se faz vítima em nosso lugar. Ele sofre o castigo que era a nós devido. A misericórdia apressa-se, para dar o ósculo da paz à própria justiça. Ambas, em aliança inefável, obrigam a confessar, em êxtases de fé, a infinita perfeição de Deus. Como pagarás a quem tanto te perdoou, e a quem tanto te ama?

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(Sinzig, Frei Pedro. Breves Meditações para todos os Dias do Ano. 8ª Ed. Editora Vozes, 1944, p. 40)