Meditação para o Dia 31 de Dezembro

1. O ano está a findar-se. A quem deves a graça de veres ainda seu fim? Favores sem número, sem limites, recebeste de Deus. Ele conservou-te a vida, preservou-te de inúmeros perigos; salvou-te em outros e provê a todas as tuas necessidades. Na vida espiritual favoreceu-te com benefícios ainda maiores. Quantos sacramentos administrados, quantos ensaios e exemplos, quantas boas inspirações, não concedidas a outros! Com Maria podes dizer:

“Grandes coisas me fez quem é poderoso”

És grato como ela? Como mostrarás praticamente tua gratidão a Deus?

2. Este último dia do ano não deve passar sem que te arrependas de ter abusado de tantas graças, esperdiçado e empregado mal tantos instantes, deixado sem fruto tantos meios de salvação e até ofendido frequentemente a quem é teu benfeitor e amigo sem igual. Será este ano a teu favor na balança do Supremo Juiz? Ou prevalecerá, talvez, o mal? Seja sincero teu arrependimento, grande tua gratidão e, daqui por diante, inexcedível teu fervor.

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(Sinzig, Frei Pedro. Breves Meditações para todos os Dias do Ano. 8ª Ed. Editora Vozes, 1944, p. 380)