Meditação para o Dia 28 de Julho

1. Sem oração“, diz São Boaventura, “não há progresso na virtude“. Ela é o que há de mais sublime; é um colóquio familiar com Deus, a ocupação dos anjos permitida aos homens; a vida do céu começada já na terra… É sumamente necessária; sem a oração não se satisfaz o preceito de Deus, nem se recebe o que é preciso para a salvação. Ela faz aumentar o amor a Deus, diminuir os pecados e santificar-se mais e mais. Dela principalmente vale a palavra:

“Gostai e vede quão suave é o Senhor”

Experimentaste-o seriamente? Rezas como os Santos?

2. Convém examinar-te frequentemente sobre o modo de fazeres tuas orações. Malfeitas, servem para tua maior responsabilidade; bem feitas, far-te-ão progredir na virtude em pouco tempo. Lembras-te, ao rezar, da presença de Deus? Evitas distrações voluntárias? Qual é a posição de teu corpo ao rezar? Interrompes, às vezes, o teu colóquio com Deus? E por que motivo? Examinas-te sempre no fim da oração para da outra vez rezares melhor? Por que te admiras dos poucos progressos no bem, se nas orações és um tanto indiferente? Só a amarás, se aprenderes a fazê-la perfeitamente. “Ensinai-me a orar, ó Deus“, pede assim com os apóstolos.

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(Sinzig, Frei Pedro. Breves Meditações para todos os Dias do Ano. 8ª Ed. Editora Vozes, 1944, p. 224)