Meditação para o Dia 18 de Junho

1. Jamais te prepararás à Santa Comunhão, como a dignidade deste Sacramento, de amor o exige. Pois, que és, para que prepares uma morada em tua alma, e quem é quem se digna visitar-te? Preparando-te para a Santa Comunhão, deves trabalhar para que não só o pecado grave, mas ainda o venial e toda inclinação voluntária, desapareçam de tua alma. Penetrar-te-ás de viva fé, que te faculta contemplar teu Deus escondido; banirás do coração toda a animosidade contra outros; aproximar-te-ás humilde, inflamar-te-ás de santo amor, cheio de vivos desejos, e solícito de embelezar a alma por atos das diferentes virtudes.

2. Onde está a fé de tua primeira Comunhão? Onde o fervor daquele dia? Ó! Triste leviandade, que se imiscui no que há de mais santo! Não poderias, já dias antes da Santa Comunhão, recolher-te, pensar no que vais fazer, e ser mais fervoroso nas orações? Não poderias dedicar o tempo entre a Confissão e a Comunhão a obras de piedade? Tantas horas de tua vida pertencem ao mundo; a Deus nada podes dar? Não te será possível ler algum livro espiritual, visitar o Santíssimo Sacramento, fazer algumas mortificações, dirigir o primeiro pensamento do dia da Santa Comunhão a esta união mística? Da preparação dependerão os frutos.

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(Sinzig, Frei Pedro. Breves Meditações para todos os Dias do Ano. 8ª Ed. Editora Vozes, 1944, p. 184)