1. Jesus não quis ser só teu alimento na santa Comunhão, mas também o companheiro de tua vida, o amigo de teu coração, tua consolação no peregrinar. Por isso, mora dia e noite no tabernáculo. Mas ai! Que ingratidão e vergonha! Jesus é abandonado; muitas vezes está vazio o templo em que mora e em que espera Seus filhos. Ó! Fé fraca que paga com tanta ingratidão e que se priva de tantos méritos e de tantos progressos no bem! Ó! Falta de amor a um Deus!

2. Tratar-se-á de horas, que devas sacrificar a Jesus? Não! Quando teu caminho passar perto da Igreja, ou tuas ocupações o permitirem, entra por alguns momentos. Será demais? Quantas horas não gastas em recreios? Em ocupações mundanas?… Não saberás o que fazer perante o tabernáculo? Faz o que fazes em visita a um amigo: fala, pergunta, escuta, pede conselhos, assegura-Lhe teu amor. Tais visitas te farão progredir no bem com passos de gigante. Diante do tabernáculo, o divino jardineiro plantará a boa semente em tua alma. Vai, reza, adora, pede, agradece e, por último, recebe teu Jesus espiritualmente em teu coração. Será um sacrifício tal visita? Preferes, realmente, afeições humanas a Jesus, que pensa em ti, dia e noite? Triste cegueira!

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(Sinzig, Frei Pedro. Breves Meditações para todos os Dias do Ano. 8ª Ed. Editora Vozes, 1944, p. 182)