Meditação para o Dia 24 de Junho

1. Não vulgar é a santidade de João Batista. Um anjo anuncia o seu nascimento; a criança é santificada já no seio da mãe; os parentes e vizinhos perguntam pasmados:

“Quem julgais vós que virá a ser este menino?”

30 anos depois Jesus responde a esta pergunta, proclamando João Batista o maior dos homens, profeta e mais que profeta, outro Elias, lâmpada que arde e alumia. Que bom intercessor junto a Deus não será este intrépido pregador da verdade e mártir da pureza!

2. Por anos e anos João Batista vivia retirado no deserto, ocupando-se com a grande tarefa de esquecer o mundo e de empregar na própria santificação todos os seus cuidados e momentos. Suas mortificações são rigorosas: a terra nua é o seu leito, peles de camelo suas vestes, gafanhotos e mel silvestre sua comida. Ele prega nas margens do Jordão, onde sua grande virtude atrai os judeus. Repreende as desordens, sejam do povo, sejam do próprio rei, a quem lança em rosto suas ligações incestuosas, temperando, aliás, este zelo de tal modo, que induz Herodes a fazer obras boas. Tens semelhante zelo prudente por teu próximo? Passarão as festas dos grandes Santos, sem aprenderes nada para teu governo?

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(Sinzig, Frei Pedro. Breves Meditações para todos os Dias do Ano. 8ª Ed. Editora Vozes, 1944, p. 190)