Meditação para o Dia 18 de Julho

1. As faltas de caridade tem frequentemente sua base no orgulho e na excessiva apreciação do próprio eu. São favorecidas por verdadeira ou suposta superioridade corporal ou espiritual, pela inveja e pelo espírito moderno. A falta de caridade facilmente leva a se igualar aos superiores, desprezando os inferiores. Faz esquecer que o próximo representa a pessoa de Jesus Cristo, que o salvou e que o instituiu herdeiro do céu. Acaso ignoras isto? Amas a teu próximo como a ti mesmo? Sempre? A todos?

2. Em se tratando de assunto tão importante, examina o teu proceder com a devida seriedade. Não julgas nunca o proceder de teu próximo? Não supõe nele, às vezes, sem base certa, más intenções? Não lhe exageras o mal e lhe diminuis o bem que faz? Nunca propagas o que sabes de mal a seu respeito? Nem na intimidade? És atencioso nas relações mútuas, pontual na correspondência, fiel nas promessas grandes e pequenas? Perdoas? Sempre? E tudo? Quantas vezes são incuráveis as chagas levianamente feitas por levantares um falso, ainda que em coisa pequena, ou por propagares o que outros te referiram! Torna-te, antes, por princípio e sempre, defensor corajoso de teu próximo. Se Deus recompensa o copo d’água dado ao sedento, que dará a quem defende a honra do próximo?

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(Sinzig, Frei Pedro. Breves Meditações para todos os Dias do Ano. 8ª Ed. Editora Vozes, 1944, p. 214)