Meditação para o Dia 10 de Julho

1. Quem se presumirá livre de toda vaidade? Possuindo alguém prerrogativas, a vaidade as exagera; não as possuindo, ela as cria, exaltando-se nessa grandeza imaginária. Mormente na juventude, a vaidade frequentemente causa tentações. Faltando ainda verdadeiro saber, experiência, habilidade e força, a aparência deve suprir isto. Daí, presunção, arrogância, jactância e ostentação; daí, alarde de tudo: dos vestidos e do adorno, da morada, da linguagem, dos talentos, das relações sociais, da própria virtude e, mesmo, da suposta humildade.

2. a) Ridículo e deplorável que és, ó vaidoso! Que tens que não tenhas recebido? Em jactando-te, serás menos dependente de Deus? O olhar divino não penetrará nas nuvens de incenso em que te envolves? Não te reconhecerá Ele, tal qual és, nesta pobreza e indigência que um dia a todos será manifestada? Se te enganares a ti, atribuindo-te o que não é teu, terás honra nisso?

b) O que, apesar de boa e séria vontade, não puderes conseguir, não te servirá de desonra. Tão pouco é desonra não ter o que não depende de tuas forças, quão pouco te podes gloriar daquilo que te foi dado sem mérito próprio. A ti não é que deves honrar, mas sim a Deus.

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(Sinzig, Frei Pedro. Breves Meditações para todos os Dias do Ano. 8ª Ed. Editora Vozes, 1944, p. 206)