Meditação para o Dia 02 de Novembro

1. A infinita justiça e a incompreensível pureza de Deus não admitem no céu nada que não seja perfeitamente puro. As almas do purgatório sofrem males terríveis. Querendo arremessar-se a Deus, qual flecha ao alvo, são sempre repelidas, crescendo-lhes a saudade infinita que sentem sem cessar. Sofrem, além disto, penas que excedem as maiores desta vida. Acham-se entre estas almas talvez parentes teus, que com as outras bradam:

“Compadecei-vos, ao menos vós outros que sois meus amigos, porque a mão do Senhor me feriu”

2. a) Quão santo deve ser Deus, se tanto castiga a seus amigos! Concorrerá para teu proveito lembrares-te muitas vezes do purgatório, de suas horríveis penas e de sua longa duração…

b) Livrando as almas do purgatório, fazes grande bem a elas e a ti mesmo. Elas, enfim, unir-se-ão a seu Deus e serão gratas a ti enquanto estiveres no mundo e durante toda a eternidade. Deus, que recompensa o copo d’água, dado por seu amor, te reservará grandes recompensas no céu e será misericordioso contigo em seu tribunal, porque assim o prometeu aos misericordiosos. Que costumas fazer pelas almas?

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(Sinzig, Frei Pedro. Breves Meditações para todos os Dias do Ano. 8ª Ed. Editora Vozes, 1944, p. 321)