Meditação para o Dia 11 de Maio

1. A leviandade ousa dizer:

“Já muitas vezes pequei, e que mal me aconteceu?”

Calar-se-ia, se olhasse para certos fatos. Espíritos puros, poderosos, sábios e belos tinham sido criados por Deus. Alguns rebelaram-se e logo despovoou-se o céu. Lúcifer e os que o tinham seguido caíram do céu como um relâmpago. Santo Deus! Quanta transformação! Um único pecado fez de anjos, demônios; de espíritos belos, monstros de hediondez; de felizes, desesperados; de amigos do Altíssimo, condenados! Assim puniu Deus, que, entretanto, é todo amor! O que deve ser o pecado!

2. Adão e Eva eram uma obra prima do Artífice divino. Sua razão era esclarecida pela eterna luz, sua vontade, voltada para o sol da justiça, sua carne, sujeita devidamente ao espírito; felizes, conversavam familiarmente, em delicioso jardim, com o próprio Deus… Pecaram, e apesar de nunca terem visto a consequência dum pecado, seu castigo foi tremendo. Foram expulsos do paraíso; obscureceu-se-lhes a razão, tornou-se-lhes fraca a vontade, rebelou-se a carne, conhecendo eles que estavam nus. Morte, fome, peste, guerra, discórdia, inveja, traição, tudo isso são consequências de um só pecado. Qual não dever a sua malícia!

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(Sinzig, Frei Pedro. Breves Meditações para todos os Dias do Ano. 8ª Ed. Editora Vozes, 1944, p. 146)