Meditação para o Dia 24 de Maio

1. A terra é cheia da misericórdia do Senhor. A criação do vasto universo a Deus só custou um ato de vontade. Quanto, porém, lhe custou a salvação? A resposta é dada por Belém, Egito, Nazaré, toda a Palestina, Jerusalém, o Calvário, a Igreja, os sacramentos, o tabernáculo. Como não amar, a quem tanto te ama! Toda gota de suor e de sangue, cada passo de Jesus, toda a palavra que proferiu, é prova da sua infinita misericórdia.

2. Quem é que perdoa, e quem é que do perdão precisa? Quanto custa às vezes ao homem perdoar o próximo! Mas, que é o homem, comparado a Deus?! Como perdoa Deus? Não procura Ele seu ofensor? Não perdoa logo? Não perdoa sem reservas? Quantas vezes Deus perdoa? Não só sete vezes, “mas setenta vezes sete“, isto é: cada vez que o ofensor o desejar seriamente, sem jamais negar-se a esquecer e a perdoar tudo. Ainda mias: Deus recompensa ricamente a conversão; aceita, como amigo e filho, quem era inimigo e rebelde; dá até a eterna glória a quem não mais a merecia. Digna-se mesmo de alegrar-se com a volta das ovelhas perdidas. Quanta bondade!

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(Sinzig, Frei Pedro. Breves Meditações para todos os Dias do Ano. 8ª Ed. Editora Vozes, 1944, p. 159)