Meditação para o Dia 11 de Julho

1. O desordenado amor próprio degenera facilmente em orgulho e endeusamento pessoal. O orgulho, admirando em si tudo, reclama louvor e respeito e requer honras só a Deus devidas. Que flagrante oposição entre tal proceder e o que te compete por tua indigência e tua dependência total do Criador! O ambicioso ocupa-se principalmente com o futuro, desejando posições importantes, para dominar e ser honrado, talento para poder brilhar e ofuscar outros; sonha glórias, persegue os rivais, oprime os fracos, ama os que o adulam, odeia os que não lhe dão importância, quer ser o primeiro em toda a parte e por todo o tempo.

2. Quanto mal já não causou o orgulho! Por ele o inferno povoou-se de anjos caídos; a terra, de infelizes rebeldes. Frequentemente Deus faz sentir ao orgulhoso sua fraqueza, permitindo que caia em graves e baixos pecados. O orgulho é uma verdadeira doença mental, que faz perder o juízo, sacrificando glórias eternas por uma que é só imaginária e momentânea. Deste vício, como de uma fonte envenenada, provem tantos outros pecados!

“O orgulho é o princípio de todo o pecado”

Tua consciência, após séria reflexão, de nada te acusa?

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(Sinzig, Frei Pedro. Breves Meditações para todos os Dias do Ano. 8ª Ed. Editora Vozes, 1944, p. 207)