Meditação para o Dia 16 de Maio

1. A eternidade das penas do inferno é tão terrível, que Jesus muitas vezes repetiu esta verdade, para cortar qualquer dúvida. O encarcerado, o doente, o mutilado espera, se não por outro alívio, ao menos pela morte, como libertadora. O condenado jamais morrerá. Sua vida sem fim é suplício sem fim. A longa duração já por si é incômoda, até em diversões, espetáculos, música, etc, quanto mais ao tratar-se de dores, de uma incisão feita pelo médico, etc. No inferno o castigo é horroroso, as dores excessivas e a duração sem fim. Quem o aguentará?

2. Quanto durará a eternidade? Escreve um número de duas léguas de comprimento: os condenados o lerão aos poucos, ainda que cada algarismo significasse milhares de séculos. pergunta ao infeliz traidor de Jesus, Judas, quanto tempo já sofre, e quando, enfim, se livrará. Os 1900 anos passados são um momento, comparados com os que lhe restam ainda (1).

Sofrimentos sem fim, na mais abominável e repugnante companhia, sem um momento sequer de alívio – eis o castigo do pecado. Ainda o menosprezarás?

(1) Conta realizada desde a fundação da Igreja Católica sob Pedro e os discípulos até a época de publicação deste livro.

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(Sinzig, Frei Pedro. Breves Meditações para todos os Dias do Ano. 8ª Ed. Editora Vozes, 1944, p. 151)