Amados irmãos e irmãs que acompanham o Apostolado Rumo à Santidade, Salve Maria!

Em minha passagem em Portugal no ano de 2017, no qual tive a graça de participar do Centenário das Aparições de Nossa Senhora de Fátima e também, de rezar por todos vocês e pelo apostolado, consagrando-o a Nosso Senhor pelas mãos da Virgem Maria, chamou-me atenção este pequeno livreto a respeito do Santo Nome de Nosso Senhor Jesus Cristo. Um livro simples que traz um belíssima devoção carregada de fé e confiança em Cristo Jesus, Nosso Senhor e Salvador, e que – ao meu ver – será extremamente útil ao nosso século que beira ao relativismo.

Espero que desfrutem desta leitura espiritual, de modo particular neste dia 2 de Janeiro, e que pelo Santíssimo Nome de Jesus sejamos livres de toda imoralidade de degradação moral de nosso tempo!

Santíssimo Nome de Nosso Senhor Jesus Cristo

Prefácio

Tendo os Reverendos Padres Dominicanos, da Igreja do Corpo Santo de Lisboa, doado ao “Cavaleiro da Imaculada”, as obras de literatura religiosa que restavam das edições impressas, pela Livraria Inglesa, fundada para a divulgação da imprensa católica, pelo saudoso Pe. Paulo O’Sullivan, irlandês e dominicano, que viveu muitos anos em Portugal, na cidade de Lisboa, e saindo agora a lume uma nova edição do livrinho de sua autoria: O Santíssimo Nome de Jesus, pediram-me que dissesse algumas palavras de apresentação, pois fui amigo pessoal do Reverendo Pe. Paulo, que conheci quando eu era ainda seminarista no Seminário dos Olivais, ficando ligados toda a vida por laços de grande e profunda amizade.

Este livrinho do Santíssimo Nome de Jesus, há de, certamente, fazer muito bem, ou melhor, continuará a fazer muito bem.
Que outros livros que o Senhor Pe. Paulo deixou continuem, por meio do “Cavaleiro da Imaculada”, a ser editados para glória de Deus e bem das almas.

Pe. Oliveiros

Leia, leia, amado leitor

Anda a fazer-se uma grande obra religiosa e patriótica em que todos, sem exceção, podem cooperar.

Não apresenta dificuldade alguma, não exige esforço nem despesa, só requer boa vontade. Ricos e pobres, novos e velhos, igualmente, devem cooperar nesta obra que sem dúvida alguma fará bem imenso ao País e, muito especialmente, aos que nela tomam parte ativa.
Consiste simplesmente em compreender e praticar a devoção ao Santo Nome de Jesus.

A devoção ao Santo Nome de Jesus oferece um remédio facílimo mas infalível para todos os males que nos ameaçam: é a mais fácil e mais curta oração. A mais ocupada pessoa pode repeti-la, sem dificuldade, cem e mil vezes no dia: Jesus, Jesus, Jesus.

Pouco a pouco dá-nos paz e consolação imensas.

Diz-se ao levantar, ao deitar, no trabalho, nas aflições, em casa, na rua, a pé, nos carros. Enche o coração de paz, de alegria, de consolação, e livra-nos de mil males, doenças e perigos.

Índice

O Nome de Jesus

Os Santos e o Nome de Jesus

Se pedirdes alguma coisa em Meu Nome ao Pai, Ele vo-la dará

Fato extraordinário que nos mostra o poder divino do Nome de Jesus

O Santo Nome livra o mundo de grandes males

O que cada um de nós pode fazer

Os católicos na América

O segredo de grande felicidade

O Santo Nome de Jesus

O Nome de Jesus

Entre todas as devoções que a Igreja nos propõe, uma há excepcionalmente bela e fácil, que na nossa alma infunde imensa consolação, torna a nossa fé mais fervorosa, mais viva e mais robusta, e cuja prática nada nos custa e tempo nenhum reclama. Que devoção será esta?

Se o leitor inteligente e paciente ler com atenção as páginas seguintes, podemos afiançar-lhe que aprenderá um segredo e ficará conhecendo uma devoção que será para si a maior consolação da vida e garantia de uma santa e abençoada morte.

Ora qual é essa extraordinária devoção, tão rica de consolações? Que exercício é esse, tão prático, tão fácil e tão belo?

É a Devoção ao Nome de Jesus

Estamos a ver na face de muitos leitores significativa expressão de surpresa.

Leiam, porém, com atenção, repetimos, estas singelas páginas, atentem nos modestos períodos que a seguir escrevemos, que não pretendem a rebuscada beleza de estilo, porque muito mais intenta o motivo que os inspirou: pôr nos corações de todos a mais durável e profunda consolação, criar em todas as almas, ainda as mais renitentes, fé inteligente e robusta, restaurando uma devoção nacional e, ousamos afirma-lo, restaurando a bela fé, que era timbre dos nossos antepassados.

À primeira vista pode esta devoção parecer coisa de pouca monta e importância, mas a verdade é precisamente o contrário: é a devoção de mais alta eficácia e de grande alcance.

Em prova do que dizemos vamos aduzir as mais convincentes razões, confirmadas por fatos bem positivos e concretos, pois, como é uso dizer-se, contra fatos não há argumentos. Ninguém pode negar a verdade palpável, material, dos fatos.

Os Santos e o Nome de Jesus

São Pedro cura o coxo em Nome de Jesus

Um dia, subiam os Apóstolos São Pedro e São João ao Templo. Era a hora de noa, isto é, três horas da tarde.

Às portas do Templo aglomerava-se a turba de mendigos e aleijados, que pediam esmola aos que entravam.

Quando os Apóstolos se abeiravam da entrada do Templo, um coxo de nascença que ali levavam todos os dias, para colher as esmolas dos que se compadecessem da sua deformidade, estendeu a magra mão para São Pedro, lamuriando o queixume habitual. O Príncipe dos Apóstolos parou e disse para o aleijado:

– Olha para nós.

Fitou-os o homem atentamente, esperando por certo receber a esmola. Mas São Pedro continuou:

– Não tenho prata nem ouro; mas aquilo que tenho, isso te dou: Em nome de Jesus Cristo Nazareno, levanta-te e anda.

E tomando-lhe a mão direita, levantou-o. Pôs-se o coxo imediatamente de pé, susteve-se nas pernas revigoradas e começou a andar, entrando com os apóstolos no Templo, cheio de tão viva alegria que saltava e gesticulava, louvando a Deus.

Viu-o a turba que enchia o edifício e, reconhecendo o coxo que todos os dias se encontrava à porta do Templo, encheu-se de admiração.
E, estamos agarrado a São Pedro e a São João, todo o povo correu para eles. Vendo, pois, isto, São Pedro disse:

– Barões israelitas, por que vos admirais disto ou por que nos observais, como se por nossa virtude ou poder tivéssemos feito andar a este?…

Seu mesmo Nome (de Jesus) confirmou a este… e a fé, que há por meio dEle, foi a que lhe deu inteira saúde à vista de todos vós.

Os Apóstolos tiravam a sua coragem do Nome de Jesus

Prenderam-nos os príncipes, encolerizados porque eles pregavam em Nome de Jesus; mas Pedro, perante todos, respondeu:

“Sabei vós todos e todo o povo de Israel que em Nome de Nosso Senhor Jesus Cristo Nazareno, a Quem vós crucificastes e a Quem Deus ressuscitou dos mortos, neste Nome é que este está aqui são diante de vós… E não há salvação em nenhum outro porque nenhum outro nome debaixo do céu foi dado aos homens, pelo qual nós devamos ser salvos” (At 4)

Continuaram os Apóstolos, apesar das ameaças e perseguições dos judeus, a pregar o Nome de Jesus, operando milagres e prodígios na plebe. Em vez de se converterem, os inimigos de Cristo lançaram de novo mão dos Apóstolos e puseram-nos no cárcere, açoitando-os barbaramente. Mas tão grande era a força que o Nome divino de Jesus lhe dava a todos, que aqueles homens, até então fracos e tímidos, agora nenhum caso faziam dos tormentos e perseguições, consolando-se sempre com a repetição do Nome de Jesus, que dava, não só saúde aos doentes, mas a eles mesmos força e coragem.

São Paulo

Lemos igualmente que Deus escolheu o grande Apóstolo São Paulo para pregar o seu Nome Divino a toda a Terra:

“Este é para mim um vaso escolhido para levar o meu Nome diante dos gentios, dos reis, e dos filhos de Israel” (At 9)

Em virtude deste Nome começou São Paulo a pregar por toda a parte, falando nas praças e nas sinagogas, clamando que Jesus é o Filho de Deus e o Cristo.

Parte depois para as suas viagens apostólicas, levando aos gentios o Nome de Jesus. Em Éfeso, em Cesareia, na Capadócia, na Galícia, na Frígia, na Macedônia, em Corinto, em Atenas, em Roma, sempre e em toda a parte, o seu tema é o mesmo: Jesus. Pela virtude deste Nome confundiu judeus e gentios, converteu príncipes e filósofos, soldados e grandes da terra, e derrubou os ídolos.

Por este Nome operava em toda a parte prodígios, curando enfermos, expulsando demônios, dando vista aos cegos e ouvido aos surdos.

Por este Nome, enfim, se estabeleceram sobre a face da Terra a Igreja Católica e a Civilização Cristã; porque o Nome de Jesus é como que o resumo de todo o poder de Jesus, de todo o amor de Jesus, de toda a doçura e sabedoria de Jesus.

O Apóstolos afirma-nos que:

1.º – O Nome de Jesus é acima de todos os nomes; que este Nome Sacrossanto faz ajoelhar a todos no Céu, na Terra e no Inferno.
2.º – Para os Anjos é alegria indescritível.
3.º – Aos homens traz perdão e misericórdia.
4.º – Põe em derrota as potências do Inferno.

Quando na noite de Quinta-feira Sana a turba infame se apresentou com os soldados para prender o Salvador, Este perguntou:

– A quem buscais?

E eles responderam:

– A Jesus Nazareno.

– Eu Sou – volveu Jesus.

E a estas palavras divinas, aquela plebe vil caiu, por terra, como que derrubada por uma força onipotente.

Este nome é nome divino. Quando o Filho de Deus quis tomar a carne mortal e fazer-se homem semelhante a nós, foi necessário escolher um nome digno da Majestade infinita.

Quem avia de designá-lo? Quem poderia escolher nome que dissesse com o significado da missão divina do Salvador, nome que em si resumisse toda a grandeza e virtude do Filho de Deus feito homem? Só Deus!

O Nome de Jesus foi, pois, escolhido e dado por Deus; por Deus foi imposto. Exprime de maneira completa e perfeita a Sua missão divina à Terra. Encerra em si virtude, eficácia e poder infinitos e irresistíveis.

Enfim, diz-nos o mesmo Apóstolo, que Jesus mereceu este Nome sofrendo e morrendo por nós. De forma que o Nome de Jesus põe ao nosso dispor os méritos infinitos da Paixão e Morte de Jesus.

Se, pois, São Pedro, São Paulo e os outros Apóstolos transformaram o Mundo inteiro com o nome e pela virtude divina de Jesus, nós também podemos fazer uma imensa mudança na nossa amada Pátria invocando o mesmo Santíssimo Nome e pondo nele toda a nossa confiança.

Se pedirdes alguma coisa em Meu Nome ao Pai, Ele vo-la dará

A constância que os mártires hauriam no Sagrado Nome de Jesus é um fato repetidamente verificado, desde os primeiros tempos da Igreja até aos nossos dias. – Eis dois casos notáveis.

O conde Armogasto vence os seus inimigos com o Nome de Jesus

Uma tribo dos bárbaros do Norte, os Vândalos, depois de ruir sobre a Europa meridional, transpôs as águas azuis do Mediterrâneo e ocupou o Norte da África.

No século V, o conde Armogasto, um dos principais senhores da corte de Genserico, soberano dos Vândalos, foi submetido à tortura por recusar abraçar o arianismo, que o rei adotara como religião oficial.

Depois de muitos tormentos, que não conseguiram abalar o ânimo intrépido do mártir, foram todas as partes do seu corpo ligadas por nervos de boi, tão apertados, quanto possível. Armogasto deixou que os algozes procedessem à vontade; depois, levantando os olhos ao céu, pronunciou o Nome de Jesus, e imediatamente todos os nós se quebraram, como fios de teia de aranha.

Renovaram os algozes a tentativa, servindo-se de correias mais sólidas; mas, ao Nome de Jesus, todas as correias se quebraram de novo e caíram aos pés do mártir como símbolo grotesco da inanidade dos poderes da Terra.

Os carrascos ordenaram então que fosse suspenso numa trave de cabeça para baixo; mas, com assombro de todos, o mártir, pronunciando o Nome adorável do Salvador, adormeceu suavemente naquela posição, tão incômoda, gozando sono tão repousado como se estivesse no mais fofo e cômodo leito.

À vista disto, quem não reconhecerá o poder maravilhoso deste Nome Sacrossanto?

A coragem espantosa de D. Melchior

Em 1861, numa província da imensa China, foi martirizado um bispo chamado Melchior, da Ordem de São Domingos, com requintes da mais perversa ferocidade: – Cinco carrascos, armados duma espécie de machada recortada de tal modo que os dentes aumentassem o sofrimento – relata o tomo I das Missões Cristãs – começaram a decepar-lhe, a rudes golpes, primeiro as pernas, dando-lhe doze machadadas em cada uma, antes que lhas cortassem. Depois, pelo mesmo bárbaro processo, cortaram-lhe os braços e em seguida arrancaram-lhe as entranhas. Por fim, esmagaram0lhe a cabeça e a deitaram os restos sangrentos ao mar.

Durante este suplício horrendo, o mártir, enquanto conservou um sopro de vida, repetia com a maior serenidade o Nome de Jesus. Neste Nome sagrado hauria uma força tamanha que durante a tortura inaudita da sua espantosa mutilação, não deixou escapar um grito, nem mostrou sequer uma contração de dor. Dir-se-ia que o seu martírio o deleitava!

Confiados nas promessas do Salvador, que nunca deixou de as cumprir, os Santos operaram maravilhas e amavam ternamente o Nome de Deus.
Um dia, um cego de nascença apresentou-se a São Hospício, pedindo esmola.

– Queres recuperar a vista? – perguntou o Santo.

– Eu não sei o que é a vista, senhor, – respondeu o cego – mas dizem-me que é dom tão precioso que desejaria bem possuí-lo.

– Pois bem! – exclamou o Santo – Em nome de Jesus Cristo, que os teus olhos se abram!

E imediatamente o cego recebeu a vista.

Santa Francisca Romana

Santa Francisca, piedosa dama romana, tão célebre pelas suas virtudes, havia merecido de Deus ver frequentemente o seu Anjo da Guarda sob forma sensível. Igualmente lhe foi dado ver, às vezes, o demônio, também sob forma sensível. Falando com o seu confessor, disse-lhe a serva de Deus que o Anjo da Guarda e o espírito mal genuflectiam todas as vezes que o Nome de Jesus era pronunciado com respeito, com a diferença que o Anjo o fazia com reverente amor, e o espírito das trevas, com enfurecido desespero.

Santo Edmundo

Conta Santo Afonso de Ligório que um piedoso inglês chamado Edmundo, estando um dia no campo, se afastou dos seus companheiros, para se entregar à piedade e a oração, num vale solitário.

De súbito, notou que estava a seu lado um formoso menino que sorria, e lhe disse:

– Deus te salve, meu caro Edmundo.

E perguntou-lhe em seguida se o conhecia.

Não – respondeu Edmundo.

Como?! – volveu a belíssima criança, cujos olhos refulgiam. – Não me reconheces? Pois bem: se queres conhecer-me, olha-me de face.
Olhou-o Edmundo e viu-lhe na fronte estas palavras: Jesus Nazareno, Rei dos Judeus. E a criança acrescentou:

– Eis o meu nome. E eu quero que, em memória do amor que te tenho, todas as noites faças o sinal da cruz, pronunciando estas palavras. Com isto, serás livre da morte repentina; e todos os que fizerem o mesmo terão a mesma felicidade.

Fiel a esta recomendação, Edmundo fazia diariamente, com toda a devoção, o sinal da cruz, pronunciando as palavras: Jesus Nazareno, Rei dos Judeus.

Um dia, o demônio, que em vão procurava cansá-lo e dissuadi-lo desta prática, segurou-lhe as mãos, para que não pudesse fazer o sinal da salvação, mas bastou o Nome de Jesus para por em fuga Satanás.

São Gregório de Tours e outros grandes exemplos

São Gregório de Tours conta-nos que, quando era rapaz novo, seu pai esteve para morrer. Ele rezou, pedindo graças a Deus a cura do doente. À noite, o seu Anjo da Guarda apareceu-lhe e mandou-lhe escrever o Nome de Jesus num cartão e pô-lo debaixo da almofada do pai. Gregório fez o que o Anjo mandara e logo começou a melhorar o doente, ficando em pouco tempo completamente curado.

São Bernardo experimentava a máxima consolação em repetir o Nome de Jesus. Era como se tivesse mel na boca e sentia uma paz deliciosa no coração. Todos os que repetem frequentes vezes este Nome Divino sentem, como ele, os seus corações encherem-se de paz e de força.

Santo Agostinho diz que mesmo antes da sua conversão, lhe desagradavam os livros em que não encontrasse o Nome de Jesus.
Conta São Boaventura, que São Francisco de Assis tinha um amor tão profundo ao Nome de Jesus que, quando o pronunciava, a sua voz e o seu rosto mostravam a impressão do respeito e veneração que lhe causava este Nome sagrada.

São Francisco de Sales nunca pronunciava o Nome de Jesus senão com os sentimentos da mais terna piedade e da mais profunda veneração.

– Ah! Como seremos felizes – exclama o glorioso Doutor da Igreja – se à hora da nossa morte e durante a nossa vida pronunciarmos muitas vezes e amorosamente o santo Nome de Jesus! Ele será como que a senha que nos dará entrada livre no reino dos Céus, porque o Nome de Jesus é o Nome do nosso Redentor. Devemos, pois, com grande frequência, pronunciar este Nome sagrado durante a nossa vida, pois que o Eterno Pai o deu a Seu Filho para que a todos nos salvasse. Como é doce e suave este Nome! É bálsamo divino, próprio para curar todas as chagas da nossa alma. Este Nome santíssimo alegra os anjos, salva os homens e faz tremer os demônios Devemos, pois, gravá-lo fundo nos nossos corações e nos nossos espíritos, para que, pronunciando-o, muitas vezes, com amor, bendizendo-o e honrando-o nesta vida, sejamos dignos de cantar eternamente no Céu cm os espíritos bem-aventurados.

São Leonardo de Porto Maurício tinha particular veneração pelo Nome de Jesus. Levava-o escrito no estandarte a que chamava a sua bandeira e sob o qual congregava os soldados de Jesus Cristo.

Quando falava deste Nome sagrado e fazia ver todas as doçuras, todas as alegrias, todas as consolações que nele se contém, a sua comoção era tanta e comunicava-se de tal maneira ao auditório que as lágrimas lhe embargavam a voz e se viam correr também no rosto de todos os assistentes.

Em toda a parte em que pregava missões, recomendava aos ouvintes que escrevessem este Nome bendito nas suas portas. Em Porto-Ferrajo, capital da ilha de Elba, certo homem, que assistira ao sermão do Santo, quis escrever o Nome do Salvador sobre a porá da sua morada. Mas esta porta dava também serventia à loja de um judeu que a isso se opôs formalmente. O mais que o piedoso cristão pôde fazer, foi gravar o Nome sagrado sobre as suas janelas.

Dias depois, rebentou no estabelecimento do israelita violento incêndio, que tudo devorou rapidamente. Mas, ao chega às janelas em que estava escrito o Nome de Jesus, as chamas extinguiram-se por si próprias, respeitando a habitação do cristão.

Toda a cidade testemunhou este claro prodígio, prova irrecusável do poder do Nome de Jesus.

Santa Cristiana – Havia no Kurdistão o velho costume de, quando alguém adoecia, sobretudo se era uma criança, levar o doente de porta em porta, perguntando a todos se conheciam remédio para aquela doença.

Um dia, os pais de uma criança, que adoecera gravemente, começaram a angustiosa peregrinação. Interrogando uma escrava cristã, esta respondeu:

– Eu não conheço nenhum remédio terrestre para salvar o vosso filho; mas o Deus que eu adoro, pode, se assim Lhe aprouver, dar saúde até aos que já deixaram de viver.

Entregaram-lhe, os ansiosos pais a criança, e a escrava, deitando-a num leito, pronunciou sobre ela o Nome de Jesus e restituiu-a cheia de vida e saúde à desolada mãe.

Chegou à corte a nova desta cura milagrosa. A rainha, atormentada nessa ocasião por tenaz e dolorosa enfermidade, mandou logo vir a escrava à sua presença. Esta pronunciou sobre a doente o Nome de Jesus e imediatamente a soberana se sentiu curada.

Mais tarde, o próprio rei se salvou dum grande perigo de vida, invocando o Nome do Deus dos Cristãos.

Estes repetidos prodígios fizeram com que os soberanos e muitos dos seus súditos abraçassem a religião cristã.

A veneração do povo por esta piedosa escrava, que tanto contribuiu para a glorificação do Nome de Jesus, nunca esmoreceu e a Igreja aponta-no-la como modelo a seguir, tendo-a elevado ao culto dos altares. A sua festa celebra-se a 15 de Dezembro: é Santa Cristiana.

Santo Alexandre – Estando em Bizâncio o Imperador Constantino, queixaram-se-lhe alguns filósofos pagãos de que a religião de seus pais, isto é, o paganismo, se via obrigada, dia a dia, a ceder campo ao cristianismo. Não podiam compreender este fato e solicitaram que lhes obtivesse uma conferência com o bispo da cidade, que era Santo Alexandre, para discutirem.

O piedoso prelado, que não possuía o dom da eloquência, aceitou todavia a controvérsia. Confiado na assistência divina do Salvador, convidou os adversários a que escolhessem, entre eles, quem se encarregasse de defender a sua causa.

Os filósofos pagãos elegeram para representante das suas ideias um que era reputado, na opinião de todos, orador de notável talento e valoroso poder de dialética.

Congregaram-se os disputantes, diante da corte e perante numeroso auditório.

O defensor do paganismo começou um discurso sabiamente preparado, mas nisto, Santo Alexandre disse: Jesus.

E o pagão ficou confundido sem poder articular palavra.

Santo Inácio de Loyola – O amor extraordinário de Santo Inácio a este Nome levou-o a dar à sua Ordem a designação de Companhia de Jesus.

São Francisco de Regis tinha o costume de saudar todos os conhecidos e desconhecidos com estas palavras: Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo.

Iesus Hominum Salvator

Iesus Hominum Salvator – Jesus Salvador dos Homens

Fato extraordinário que nos mostra o poder Divino do Nome de Jesus

A Peste em Lisboa

Ninguém melhor que Frei Luís de Sousa, admirável clássico, o pode relatar:

“Reinando em Portugal o valoroso restaurador do Reino e da liberdade Dom João I, foi Deus servido castigar a terra com uma corrupção pestilencial do ar, que sendo cruel matadora por todo o Reino, em Lisboa e seus termos fez crudelíssimo estrago. Acudia o povo desta cidade a Deus amiudando orações particulares, e gerais: e as que mais continuava, eram em Procissões de quase cada dia a Nossa Senhora da Escada, da Ermida… Com a ocasião de povo junto em lugar tão vizinho, mandavam os Prelados que houvesse pregação na Igreja de São Domingos de Lisboa todas as vezes que vinham, para dar ânimo aos afligidos, e se aliviar a tribulação que era mui crescida.

Dom Frei André Dias, Bispo Dominicano

Continuava, quase sempre, a pregar nestes dias, Dom Frei André Dias. Compadecido das calamidades, que via em seus naturais, trabalhava por se avantajar a si mesmo; e como pregador de espírito apostólico, ainda que de sua colheita, tinha de ser agradável aos seus ouvidos com a música da linguagem, e partes de eloquência, empregava todo o seu estudo em buscar meios para levantar as almas desmaiadas, e caídas com o peso da tribulação, a se armarem cristãmente contra ela com as armas de paciência, e amor de Deus, e esperança firme nEle: afirmando que esta era verdadeira cura.

Consolação e Esperança

Aqui lhes descobria altos tesouros de consolação, mostrando como este Senhor, daquele trono, que para salvar o mundo enfermo escolhera, nele estava dando exemplo, e lições de sofrimento, de caridade, e confiança, para que não houvesse nenhum homem tão afligido, que com tal espelho diante dos olhos não cobrasse ânimo, e alívio, e boa esperança. Logo exortava, com razões saídas da alma, que se queriam ver fim ao mal, todo o homem se empregasse de coração a ser devoto do Nome Sacratíssimo do Bom Jesus, que era coisa certa, e por certo o afirmava, que um Senhor, que tão atribulado fora por valer a homens, quando lhe não mereciam nada, se doeria, e haveria misericórdia dos que via atribulados, que remidos já com Seu Sangue, todavia faziam por Lhe merecer alguma coisa.

Outras vezes, não saindo do mesmo conceito, persuadia que todo o homem trouxesse o Santo Nome continuamente não só na alma e na boca: mas que o trouxesse escrito sobre o peito, e o mandassem pintar sobre as portas das casas, que, sem dúvida, seria remédio poderoso para o Senhor amansar Sua ira.

Acendia-se a gente afligida em amor do afligido Jesus, e no meio das mortes aceleradas, caindo aqui uns, ali outros, andava, todavia, o sagrado Nome nas bocas de todos, louvavam-nO e davam-Lhe graças os que ficavam, escrevam-nO, pintavam-nO.

Fundação da Confraria do Santíssimo Nome de Jesus

Quando o pregador viu, e entendeu tão boa disposição, encheu-se de confiança, que não podia o Senhor faltar com Sua misericórdia; e propôs em um sermão, que se ordenasse uma Confraria, e que fosse o título o Nome de Jesus, afirmando constantemente que o Benditíssimo Jesus, que é fonte de piedade, usaria dela com todos os que folgassem de ser seus irmãos, e confrades e, por meio deles, com toda a terra; que olhassem, que só nisto estava chegar o remédio de tantas calamidades, e tanta desventura, como cada um via em sua casa. Dizia isto e repetia-o com grande eficácia, e já era pedida de muitos a Confraria, e desejada de todos: mas, ou fosse porque nas coisas boas nunca faltam impedimentos, ou porque as muitas mortes tiravam o juízo, e o conselho, não acabava de haver solução.

Morrem milhares e milhares de pessoas!

Entretanto, crescia o dano do contágio com fúria terrível; não havia casa, nem homem seguro; mais fero, e mais pernicioso contra os mais robustos, era tiro de fogo, que apontava, e derrubava, feria e matava tudo junto. Mas o que não tinha reparo, e que só com o medo tirava vidas, era que o ar corrupto e venenoso, depois de enterrar um, e muitos, não se enterrava nem acabava com eles; vivo e inteiro ficava em qualquer peça de vestido e em qualquer dobra de pano, por pequena que fosse; dali, como de emboscada acometia de novo a quem se atrevia a tocá-lo, e com a mesma violência o matava, que fizeram ao que já estava tornada em cinza.

Fazendo isto grande força o bispo para bradar, e rogar, e insistir, enfim foi Deus sérvio, que se veio a assentar, e fundar a Confraria, dia assinalado, véspera da Apresentação de Nossa Senhora, 20 de Novembro do ano do Senhor de 1432. Era domingo, e pregava o mesmo bispo, declarou, do púlpito o que estava assentado, e advertiu juntamente, que acabada a Missa havia de benzer água em Nome do Bom Jesus, Autor e Senhor da Confraria, para que a levassem para casa, e a comunicassem aos enfermos. Foi recebida a nova com extraordinário alvoroço e alegria, com bem estreado prognóstico do que logo sucedeu; e não havia homem, que quisesse ficar fora da Irmandade, nem sair da igreja sem sua parte de água.

Assim esperavam todos, até que, acabada a Missa, saiu o Bispo vestido em Pontifical, e subiu ao altar de Jesus. Era o povo tanto, que não cabia na igreja. Estava posta abaixo dos degraus uma grande talha de água. Benzeu-a com as bênçãos costumadas da Igreja, com muita solenidade, e devoção da sua parte, e infinitas lágrimas dos assistentes, porque nenhum havia em tamanha multidão, que não tivesse ou esperasse em sua casa ocasião delas: e é coisa averiguada, que muitos estavam feridos depois de entrarem na igreja, pelo muito que se reforça, e aviva em qualquer ajuntamento o fogo do contágio. Carregou logo tanta gente, para participar da água benta, que, sem se poderem valer os dianteiros, pela pressa e aperto que faziam os que ficavam detrás, foi a talha derribada, e a água derramada. Mas não se perdeu, antes foi ocasião o derramar-se de chegar aos mais afastados, e tocando todos as mãos e os lenços nela, soube-se com certeza, que logo dos feridos, que eram presentes, sararam muitos; e dos ausentes, a quem se levou, um grande número.

Não havia tantas maravilhas de cem anos atrás

O que foi ocasião de o bispo benzer outras mais vezes, porque era buscada de toda a cidade como único antídoto contra o mal, e com efeitos tão certos em qualidade, que afirma o bispo por letra sua em um livro daquele tempo, que se guarda na Confraria, que não eram acontecidas em toda a Cristandade junta de cem anos atrás, tantas maravilhas. Encarecimento que só a tão santo varão se pode crer. Mas para que em nenhum tempo possa haver dúvida, nem dos milagres, nem do encarecimento, cresceram eles de maneira que, dentro de quarenta dias, contados daquele domingo em diante, se viu o mal de todo acabado: e no fim de Dezembro eram já entradas na cidade muitas famílias inteiras de gente nobre, que na força do trabalho se tinham retirado a suas quintas; e agora acudiam tanto às novas da saúde, como do novo, e santo remédio dela” (Excerto de Frei Luís de Sousa, “História de São Domingos”)

Jesus creio em Vós

Passada a tormenta, não passou com ela a devoção, antes pelo contrário, tomou novo incremento, alimentada pela gratidão e pelo amor. Não houve cidade, nem vila nem púlpito, onde não fossem celebrados a eficácia e poder deste Nome divino. Esta devoção do Nome de Jesus punha, como por encanto, em todas as almas uma viva fé na Bondade infinita do Salvador. Era de ver como os homens de todas as classes, os sábios, os ignorantes, os ricos, os pobres, clamavam com fé a Jesus em todas as necessidades. Esta fé e confiança na proteção de Jesus estava tão enraizada os corações de toda a gente que logo nos perigos e males que vinham nas dores e doenças, instintivamente se chamava por Jesus. Repetiam com tanta fé e confiança este Nome adorável que Deus nada recusava às suas orações.

Nas Igrejas erigiam-se altares e fundavam-se confrarias, e faziam-se procissões para honrar o Nome de Jesus.

A devoção era tão fácil e dava tanto conforto aos corações mais aflitos, tanta força e coragem aos mais tímidos, que ninguém havia que a não praticasse.

O Nome de Jesus foi varinha de condão que de tal forma mudou os corações que em acontecendo a menor desgraça, logo se exclamava: – Ai Jesus! – Caía um cavalo, perdia-se uma ovelha, alguém tinha um súbito contratempo, logo acudia aos lábios a mesma exclamação: Jesus! Traziam consigo cartões com o Nome de Jesus.

Dias Felizes

Notou-se logo, paralelamente, notável transformação nos costumes, com religião mais sólida e mais convicta, verificando-se extraordinário renovação de caráter.

Teve então Portugal dias felizes. Esta devoção durou séculos e, enquanto ela viveu, também na terra portuguesa viveu a prosperidade e a felicidade: a bênção de Deus pairava sobre a nossa terra.

Passou de Portugal para a Espanha onde foi recebida com igual amor e entusiasmo. Frei Diogo da Vitória pregou-a e explicou-a de tal forma que se estabeleceu em todas as partes da Península.

Daí passou para outros países, produzindo aí os mesmos gloriosos resultados.

O Santo Nome livra o mundo de grandes males

Depois do Concílio de Lião, o Santo Padre Beato Gregório X, vendo os males que assolavam a sociedade e ameaçavam o Cristianismo, entregou aos padres Dominicanos a missão de ensinar a todos os povos a força e beleza do Santo Nome de Jesus.

Desde os dias do Santo Patriarca São Domingos, os frades da Ordem Dominicana dedicaram ardente amor ao Nome do nosso Divino Salvador.
Imediatamente centenas e milhares de missionários em todos os países do Mundo começaram a propagar com a maior intensidade a devoção ao Santo Nome de Jesus.

São Domingos – à menção deste Nome o coração de São Domingos ardia em amor, e o seu rosto brilhava, pois, o Nome de Jesus era para ele como que a visão do nosso Divino Redentor, uma lembrança de toda a bondade, doçura e amor de Jesus.

O Beato Jordão, seu sucessor, foi um dos mais célebres pregadores do seu tempo. As suas palavras inflamavam os corações dos que o ouviam, sobretudo quando falava do Nome de Jesus, de modo que eles não podiam resistir à força da sua eloquência.

Santo Tomás de Aquino, São Vicente Ferrer, São Pedro Mártir, todos grandes glórias da Ordem, fizeram prodígios com este Nome.

O Bem-aventurado Henrique Suso tinha tal devoção ao Nome de Jesus que o escreveu no peito com um instrumento pontiagudo. Foi um dos maiores Apóstolos do Nome de Jesus.

Se invocarmos o Nome de Jesus constantemente, em todas as dificuldades e necessidades, Jesus escreverá o seu Nome nas nossas almas.

O Beato Frei Gil de Santarém foi bem conhecido pelo seu ardente amor ao Nome de Jesus. Só a menção de Jesus o arrebatava em êxtase.

O Beato Frei Gonçalo de Amarante chegou, como o Breviário nos assegura, a altíssimo grau de santidade, pela constante invocação do Nome do Salvador.

Todos os Santos consideram dever honroso glorificar o Santo Nome de Jesus.

Não só os Santos, mas cada um de nós deve ter a maior confiança, a mais intensa fé no Nome de Jesus. Não há nada que nos dê tantas graças, que nos alcance tantos favores, que nos salve de tantos males e perigos.

O que cada um de nós pode fazer?

Cada um de nós pode e deve fazer todo o possível para restaurar a devoção ao Santíssimo Nome de Jesus. Como? Invocando muitas vezes e com muita fé o Nome Divino de Jesus, não somente pelas nossas intenções próprias, mas também pela paz e prosperidade do nosso País. Bem diz um grande patriota:

“Um cristão que reza, mais consegue do que mil homens que combatem”

O que é necessário é saber o seu imenso valor

Cada vez que pronunciamos o Nome de Jesus deve ser nossa intenção oferecer a Deus os méritos infinitos da Paixão e Morte de Jesus, em união com as Missas que se estão rezando no mundo. Basta apenas repetir, sem esforço algum, Jesus, Jesus, Jesus.
Cada vez que dizemos a palavra Jesus:

a) Damos grande glória a Deus.
b) Alcançamos grandes graças para nós mesmos.
c) Livramo-nos de muitos males, doenças e dores.
d) A Igreja concede-nos Indulgência Parcial que podemos aplicar às almas do Purgatório.
e) O Nosso Divino Salvador garante que tudo quanto pedimos em Seu Nome ao Pai receberemos.

Os Católicos na América

Há na república norte-americana mais de 46 milhões de católicos, mas católicos práticos, observantes, que põem em prática os dogmas, que professam. A sua fé não é o que poderíamos talvez chamar a fé passiva, um nome apenas. Não aceitam a religião sem a entenderem; e é precisamente por isso que a praticam com toda a alma e todo o coração.

As Igrejas, numerosas e vastas, enchem-se de fiéis a todas as missas, sobretudo aos domingos. Em muitas Igrejas, nos dias de guarda, celebram-se missas de meia em meia hora, com uma prática de 5 minutos – apenas 5 minutos! As confissões e comunhões são tantas que, em alguma freguesias, há 20, 30 e 40 mil comunhões por mês.

A imprensa católica é muito numerosa, quer a diária quer a semanal, e todos os católicos leem jornais católicos! Há um sindicato da imprensa católica que, só à sua parte, agrupa mais de 100 periódicos, os quais, em informação e noticiário, nada devem aos seus congêneres protestantes.

Nas mais altas funções do Estado e da sociedade encontram-se, em grande número, os católicos, respeitados de todos, pela sua integridade de caráter e pela sua capacidade e competência.

A Devoção Nacional

Ora, agora, vejamos qual é a devoção mais popular na América, a devoção – permita-se-nos a frase – mais distintamente americana.
Claro está que estes católicos frequentam a Missa, todos recebem os Sacramentos mensalmente, muitos todas as semanas, e alguns diariamente, e rezam o Terço; pois são estes os elementos essenciais da Religião.

Há, porém, uma devoção especial, à qual cardeais, bispos e fiéis dedicam acentuada predileção; é a devoção ao Santíssimo Nome de Jesus.
Esta bela e – nunca o diremos demasiado – esta facílima devoção está estabelecida em todas as dioceses e em todas as freguesias de cada diocese. Tem um diretor nacional, que é um sacerdote dominicano, em cada diocese o seu chefe é o próprio Prelado, que nomeia seu representante, o seu Vigário Geral. Isto demonstra a extraordinária importância desta devoção e o apreço em que é tida.

Todos – clero e fiéis – se constituem zeladores desta confraria ou associação, de 3 milhões de homens!

Há anos, esta associação fez desfilar nas ruas da populosa cidade de Filadélfia, uma procissão de 60 mil homens, e idênticas demonstrações se produziram em outras cidades da União.

Mas por que dão tanta importância a esta devoção? Será meramente uma devoção nacional? De maneira alguma: o povo americano é essencialmente um povo prático. As razões são as seguintes:

1º Esta simples e fácil devoção pode, sem custo, ser praticada por todos; aumenta a fé e enche de paz e alegria o coração.
2º Exerce enorme influência na religião e na fé.
3º Produz resultados únicos no seu gênero.

O Segredo de Grande Felicidade

Para atrair os maiores benefícios sobre a nossa amada Pátria e as maiores graças sobre nós mesmos, devemos invocar constantemente o Nome de Jesus.

1º É a oração tão fácil, tão curta, que a pessoa mais atarefada a pode repetir centenas de vezes ao dia.
2º Longe de ser fastidiosa ou enfadonha, enche de paz, alegria e felicidade o coração.
3º Livra-nos de mil males e perigos e traz-nos bem-estar que nunca antes gozamos.
4º Não apresenta qualquer dificuldade, pois com um pouco de boa vontade cada um pode adquirir o hábito de invocar o Nome de Jesus nos mil momentos livres do dia, ao vestir-lhe, ao deitar-se, subindo e descendo as escadas, no meio dos trabalhos, nas aflições, nos momentos de tristeza ou desalento, em casa ou na rua, nos carros ou a pé, à noite se não consegue dormir, nos perigos, e muito especialmente quando estiver doente.

Leia, leia com atenção

Cada vez que um cristão pronuncia devotamente o Nome de Jesus, dá grande prazer e glória a Deus e a toda a corte celeste, como São Paulo nos diz.

Cada vez recebe, em troca, alguma grande graça.

Cada vez, afastamos do nosso lado o demônio que por mil maneiras diferentes nos incomoda.

O Nome de Jesus é Oração Infalível

O Nosso Divino Salvador assegura-nos, nos termos mais claros e solenes: Tudo quanto pedirdes ao Pai em meu Nome haveis de receber.
Que promessa consoladora! Deus nunca falta à sua palavra, Deus nunca nos engana.

Quando, pois, invocamos o Nome de Jesus, peçamos com toda a confiança as graças, e os favores que nos são necessários.

Por isso a Santa Igreja conclui as orações, na Missa e no Ofício Divino, com o Nome de Jesus, deste modo: Por Nosso Senhor Jesus Cristo, como garantia certa de alcançar o que se pede.

Os Cartões com o Nome de Jesus

Todos farão bem em trazer consigo de dia, e por debaixo do travesseiro à noite, cartões com o Nome de Jesus escritos neles.
É muito útil coloca-los também nas portas das casas como proteção poderosa contra todos os males, doenças e epidemias.

Ladainha do Santíssimo Nome de Jesus

SENHOR, tende piedade de nós.
JESUS CRISTO, tende piedade de nós.
SENHOR, tende piedade de nós.
JESUS CRISTO, ouvi-nos.
JESUS CRISTO, atendei-nos.
PAI CELESTE, que sois DEUS, tende piedade de nós.
FILHO, Redentor do mundo, que sois DEUS, tende piedade de nós.
SANTÍSSIMA TRINDADE, que Sois um só DEUS, tende piedade de nós.
JESUS, Filho de DEUS Vivo, tende piedade de nós.
JESUS, Pureza da Luz Eterna, tende piedade de nós.
JESUS, Rei da Glória, tende piedade de nós.
JESUS, Sol de Justiça, tende piedade de nós.
JESUS, Filho da Virgem Maria, tende piedade de nós.
JESUS Amável, tende piedade de nós.
JESUS Admirável, tende piedade de nós.
JESUS, Deus Forte, tende piedade de nós.
JESUS, Pai do Futuro Século, tende piedade de nós.
JESUS, Anjo do Grande Conselho, tende piedade de nós.
JESUS poderosíssimo, tende piedade de nós.
JESUS Pacientíssimo, tende piedade de nós.
JESUS Obedientíssimo, tende piedade de nós.
JESUS Manso e Humilde de Coração, tende piedade de nós.
JESUS Amante da Castidade, tende piedade de nós.
JESUS Amador nosso, tende piedade de nós.
JESUS, Deus da Paz, tende piedade de nós.
JESUS, Autor da Vida, tende piedade de nós.
JESUS, Exemplar das Virtudes, tende piedade de nós.
JESUS, Zelador das Almas, tende piedade de nós.
JESUS, nosso Refúgio, tende piedade de nós.
JESUS, Pai dos pobres, tende piedade de nós.
JESUS, Tesouro dos fiéis, tende piedade de nós.
JESUS, Boníssimo Pastor, tende piedade de nós.
JESUS, Luz Verdadeira, tende piedade de nós.
JESUS, Sabedoria Eterna, tende piedade de nós.
JESUS, Bondade Infinita, tende piedade de nós.
JESUS, nosso Caminho e nossa Vida, tende piedade de nós.
JESUS, Alegria dos Anjos, tende piedade de nós.
JESUS, Rei dos Patriarcas, tende piedade de nós.
JESUS, Mestre dos Apóstolos, tende piedade de nós.
JESUS, Doutor dos Evangelistas, tende piedade de nós.
JESUS, Fortaleza dos Mártires, tende piedade de nós.
JESUS, Luz dos Confessores, tende piedade de nós.
JESUS, Pureza das Virgens, tende piedade de nós.
JESUS, Coroa de todos os Santos. tende piedade de nós.

Sede-nos propício, perdoai-nos, JESUS.
Sede-nos propício, ouvi-nos JESUS.

De todo o mal, livrai-nos JESUS.
De todo o pecado, livrai-nos JESUS.
De Vossa ira, livrai-nos JESUS.
Das ciladas do demônio, livrai-nos JESUS.
Do espírito da impureza, livrai-nos JESUS.
Da morte eterna, livrai-nos JESUS.
Do desprezo das Vossas inspirações, livrai-nos JESUS.
Pelo mistério da Vossa Santa Encarnação, livrai-nos JESUS.
Pela Vossa natividade, livrai-nos JESUS.
Pela Vossa infância, livrai-nos JESUS.
Pela Vossa santíssima vida, livrai-nos JESUS.
Pelos Vossos trabalhos, livrai-nos JESUS.
Pela Vossa agonia e paixão, livrai-nos JESUS.
Pela Vossa cruz e desamparo, livrai-nos JESUS.
Pelas Vossas angústias, livrai-nos JESUS.
Pela Vossa morte e sepultura, livrai-nos JESUS.
Pela Vossa ressurreição, livrai-nos JESUS.
Pela Vossa ascensão, livrai-nos JESUS.
Pela Vossa instituição da Santíssima Eucaristia, livrai-nos JESUS.
Pelas Vossas alegrias, livrai-nos JESUS.
Pela Vossa glória, livrai-nos JESUS.

Cordeiro de DEUS, que tirais os pecados do mundo, perdoai-nos, JESUS.
Cordeiro de DEUS, que tirais os pecados do mundo, ouvi-nos, JESUS.
Cordeiro de DEUS, que tirais os pecados do mundo, tende piedade de nós, JESUS.
JESUS, ouvi-nos
JESUS atendei-nos.

Oremos

Senhor JESUS CRISTO, que dissestes: pedi e recebereis, buscai e achareis, batei e abrir-se-vos-á, nós Vos suplicamos que concedais a nós, que vo-Lo pedimos, os sentimentos afetivos de Vosso divino amor, a fim de que nós Vos amemos de todo o coração e que esse amor transcenda por nossas ações. Permiti que tenhamos sempre, Senhor, um igual temor e amor pelo Vosso Santo Nome, pois não deixais de governar aqueles que estabeleceis na firmeza do Vosso amor. Vós que viveis e renais para todo o sempre. Amém.

Santíssimo Nome de Jesus - Arte do Missal