Capítulo XXVI

Et bajulans sibi crucem, exivi in eum qui dicitur Calvariae locum – “E tomando a sua cruz, caminhou para o lugar chamado Calvário” (Jo 19, 17)

Depois da flagelação de nosso Senhor, vendo-o Pilatos reduzido a um estado tão digno de compaixão, julgou apaziguaria os seus inimigos com lh’o mostrar somente. Conduziu-o pois a uma espécie de balcão, e mostrando-os aos judeus, lhes disse:

“Eis o homem!”

O povo emudeceu, e começava talvez a ganhar a compaixão, mas os príncipes dos sacerdotes e seus ministros bradaram, ao vê-lo:

“Crucifica-o, crucifica-o!”

Pilatos caído da sua esperança diz-lhe agrément:

“Pois bem! Tomai-o vós mesmos e crucificai-o; eu não acho nele causa para o condenar”

Os judeus lhe responderam:

“Nós temos uma lei e segundo esta lei deve morrer porque se fez Filho de Deus. .. Demais, se o não condenas à morte, não és amigo de Cesar”

Estas ultimas palavras foram as que atemorizaram Pilatos; teve a indigna fraqueza de ceder “e lhes abandonou Jesus, para que o crucificassem”.

Que injustiça! Como assim, ó meu divino Salvador! Puderam julgar-vos dignos de uma morte tão vergonhosa e cruel? Qual poderia ser a causa de uma tal condenação? Ah! Foram os meus pecados, ó doce Jesus! Que assim vos fizeram sofrer; foram as minhas próprias faltas que vos deram a morte. Sou eu o único instrumento das vossas penas, dos vossos mais cruéis suplícios. Que prodígio inaudito! O justo sofre a morte que o pecador mereceu, um Deus morre para dar a vida à sua criatura, a um vil escravo? Que posso pois dar-vos, ó Jesus, por um tão grande amor! Haverá alguma coisa no coração do homem que vos possa ser oferecida por uma tão excessiva ternura! Ai! No meu não acho nada senão o desejo ardente de vos amar; aceitai este desejo, ó meu Deus! e dignai-vos satisfaze-lo. Fazei que só em vós ache delicias e doçuras; que sem vós nada me possa deleitar, nada parecer bem; que ao contrario tudo me pareça vil e desprezível; que o objeto da vossa aversão seja também o da minha, e que só me agrade o que vos apraz; que longe de achar alegria em tudo o que não sois vós, só ache enojo; que faça todo o meu prazer em sofrer por vós, que a única gloria do vosso nome me sustenha e anime; que a vossa recordação seja a minha consolação; que me nutra de um pão ensopado de minhas lágrimas; que toda a minha alegria seja meditar incessantemente a vossa tão santa e tão justa lei. Fazei enfim que vos ame sempre cada vez mais, ó Jesus! Sou mui indigno do vosso amor, bem o sei, mas vós sois digno do meu. Eu vos suplico, tornai-me doravante tão digno de vós como até aqui tenho sido indigno. Ó Jesus! Fazei que vos ame.

Apenas os judeus por seus gritos e ameaças arrancaram a sentença de morte da boca do seu fraco governador, em nada mais pensaram que em a fazer executar prontamente, para não dar a Pilatos tempo de refletir nela e a revogar. Tinham de antemão preparado a cruz; fazem-na logo trazer ao pretório, afim do nosso Senhor passar ainda pela pena e confusão de a levar aos ombros até o lugar do suplício.

Mas para que ninguém o tome por outro e de todos seja reconhecido, tiram-lhe esse velho trapo de púrpura com que o haviam coberto, e lhe tornam a vestir a sua túnica. Como era sem costura e não era aberto por diante, foi preciso vestir-lhe-á pela cabeça; só a muito custo pôde passar, porque se embaraçou nos espinhos; a coroa ficou rudemente abalada; renova-se as dores das picadas, e de novo começa a escorrer o sangue. Então Jesus toma o instrumento do seu suplício e pondo-o sobre os ombros já moídos dos golpes, dirige-se para o Calvário, precedido de dois ladrões que deviam ser crucifica¬dos ao mesmo tempo que ele.

Contudo o nosso bom Salvador, já acabrunhado pelos sofrimentos da noite precedente, necessitava de puxar pelas poucas forças que ainda lhe restavam, afim de levar o pesado madeiro de que estava carregado. Suava, perdia a respiração, renovavam-se todas as chagas aos esforços que era obrigado a fazer para suster a sua cruz e caminhar. Enfim ao sair da cidade não podendo mais, sucumbe ao peso e cai de rosto em terra!… Os soldados que o conduziam o oprimiram então com golpes e vomitaram contra ele mil injurias para o obrigar a levantar-se; mas vendo os judeus que não tinha força, e temendo que viesse a morrer antes de ser crucificado, constrangeram um homem de Cirene, chamado Simão, que voltava do campo, a levar a cruz e segui-lo.

De crer é que só à força e com grandes repugnâncias é que Simão se sujeitou. Mas quando à luz da fé com que em seguida foi esclarecido descobriu que lhe tinha cabido a honra de ajudar o seu Salvador, de cooperar para a Salvação do mundo e ser a figura dos que devem levar a cruz após Jesus Cristo e segui-lo, isto é, dos predestinados de todos os séculos, concebe-se que a sua sorte lhe pareceu digna de inveja como o pareceu sempre ás almas piedosas, que bem desejavam ter podido associar-se a um tão piedoso ministério. Ó ditoso do homem que leva a cruz que o Céu lhe envia! Tal homem é verdadeiramente o discípulo de Jesus Cristo. Mas que digo eu? Só com esta condição o pode ser. Sim, é preciso que cada um de nós leve a sua cruz por pesada que seja; é preciso que eu também leve a minha, e que caminhe em seguimento do meu Mestre.

Ó meu Jesus! Dignai-vos ensinar-me a leva-la por amor de vós, com alegria, ou ao menos com calma e resignação.

— Meu filho, é preciso que tu saibas primeiro que um cristão que quer merecer um tão belo nome deve neste mundo fazer conta com uma vida de privações e sacrifícios. É necessário que todos os dias leve a sua cruz, e que por sua experiência conheça que não há outro caminho que conduza à vida e à verdadeira paz do coração, como o caminho da cruz e de uma contínua mortificação. Assim, meu filho, a tua cruz está sempre preparada: por toda a parte te espera; não lhe podes fugir, para onde quer que vás.

— Senhor, parece-me que estou prestes a levar todas as cruzes que vos aprouver enviar-me; nenhuma recuso, antes vos agradeço desde já todas as que me vierem da vossa mão.

— São excelentes estas disposições da tua alma, são generosos esses sentimentos; mas teme sempre, ó meu filho, a tua própria fraqueza! Hoje não tens de levar senão uma cruz, leve e ordinária, e tudo te parece possível; mas ai! Quantos como tu, me louvavam enquanto recebiam as minhas consolações, quantos que me bendiziam e me faziam mil protestos de fidelidade em meu serviço, me abandonaram ou ao menos não me seguiram senão de longe, murmuraram contra a minha providencia para com eles, porque julguei conveniente enviar-lhes algumas adversidades, algumas humilhações, desprezo ou doenças! O que eles fizeram também tu o podes fazer: teme-te muito da tua fraqueza, e nunca confies senão no meu socorro.

— Sejais bendito, ó meu Deus! Pela condescendência com que tendes a bondade de me fazer lembrar a minha fraqueza que tão inclinado sou a esquecer! Mas ensinai-me, eu vo-lo suplico, o que devo fazer para levar bem a minha cruz.

— Do céu vem todas as cruzes, todas as aflições; são um dom de minha mão, são um penhor de predestinação. Sim, meu filho, quantas mais aflições envio a uma alma, mais provas lhe dou da minha ternura. Os meus maiores santos são precisamente os que mais sofrem no mundo. Procura convencer-te bem desta verdade, e então terás o segredo de bem sofrer.

“Sofro. Deus assim o quer; seja bendito o seu santo nome!”

Eis a perfeição. Ó meu filho! Se compreenderas o preço das aflições, dir-me-ías sem cessar:

“Senhor, ou sofrer ou morrer!”

Noite e dia me repetiras com São João da Cruz:

“Meu Deus, sofrer e ser desprezado por amor vosso”

Exclamarias com Santo Agostinho:

“Ah! Que cruz o não ter nenhuma cruz! Nulla crux! Quanta crux!

A todo o instante me bradarias:

“Meu Jesus, comunicai-me uma pouca de força e dai-me depois cruzes”

— Ensinai-me ainda, ó meu bom Mestre! O que devo fazer no tempo das tentações. Inúmeras vezes os malignos espíritos dão à minha alma violentos abalos, travam com ela terríveis assaltos; então me creio a todo o momento no ponto de naufragar. Algumas vezes sou assaltado de pensamentos tão medonhos, que me parece não poderem entrar senão no coração de um réprobo. Eu bem faço mil esforços para os expelir; não vale nada, ficam colados à minha alma. Como me devo pois portar neste momento de guerra interior?

— Deves fazer por ficar calmo e inabalável, e levar esta cruz sem perturbação ou murmúrio. Nunca te deixes abater por alguma tentação, por mais horrenda, por mais violenta que seja, e abandona-te sempre a mim com toda a confiança. Pensa que nos desígnios da minha misericórdia todas as estas penas são provas para fazer aparecer em todo o seu brilho o teu amor para comigo; lições para te ensinar a ter compaixão dos que, como tu, são alvo dos dardos do tentador; meios de expiar os teus pecados e prevenir faltas novas; disposições para graças mais abundantes; enfim preservativos contra o orgulho, que te fazem sentir que sem a minha graça nada podes. É, pois, por um efeito do meu amor para contigo que eu permito que sejas tentado: é por bondade que eu pareço de alguma sorte apartar-me de ti por algum tempo, se bem que nunca me acho tão perto como então. Não temas, estou contigo; combate corajosamente contra todas as sugestões do demônio: e nada de te desconcertares. Ele faz muito ruído, mas não pode prejudicar a quem põe em mim a sua confiança. Quem mais te atormenta, mais contra ti braveja, mais ocasiões te dá de aumentar os teus méritos e a tua gloria no céu. Assim, firmeza! E recomenda-te a mim sem cessar. Já o derribei por minha potência, e tu também o vencerás com a minha graça, que nunca te recusarei.

— Meu Deus, há ainda uma outra cruz que me custa muito a levar, e me parece mui bem mais pesada.

— Qual é essa cruz, meu filho?

— Quando me lembra das doçuras e consolações espirituais que outrora gozava, e as comparo com as securas de hoje, sinto uma grande dor, porque me parece que em lugar de avançar no vosso amor, recuo. Outrora tudo me parecia doce no vosso amor, parece-me hoje tudo árduo. Ó meu Jesus! Não tenho motivos para crer que, fatigado das minhas ingratidões, e minha tibieza, me abandonastes e me deixastes?

— Meu caro filho, abstém-te de assim julgar, pois isso seria fazer uma injuria ao meu amor. Então ainda não conheces o meu procedimento ordinário para com uma alma que amo? Ao principio, quando esta alma nada mais faz que dar-se a mim por uma sincera conversão, visito-a, fortifico-a, esclareço-a, ganho-lhe o coração, deixando-a só achar alegria no meu serviço; prendo-a pela doçura dos meus encantos; continuamente me mostro a ela, para a reter pelas graças da minha presença; em uma palavra, tudo para ela são delicias, por via de suster a sua fraqueza. Mas ao diante tiro-lhe o leite, e dou- lhe a sólida comida das aflições. Eu falo, e eis o céu, a terra e o inferno conjurados contra ela; fora inimigos, tentações dentro. Fora tribulações e trevas; no intimo de alma securas e desolações. Ora a deixo nas sombras e horrores da morte, ora a chamo à luz e à vida. Porém obro assim para a provar, para a purificar, para a instruir, para a tornar dócil à minha vontade, para lhe exprobrar as suas leves faltas, suas pequenas mortificações. Já tu vês, meu filho, quão longe estou de te abandonar, tratando-te de tal sorte.

— E das minhas distrações contínuas! não me dizeis nada? Ó meu Deus! Que penosa cruz, querer eu ter mão na minha alma para que não se difunda, c nunca a poder conseguir! Esta filha vagabunda anda sempre de viagem, e sinto todas as penas do mundo para a fazer entrar em si mesma, e fixá-la alguns instantes a vossos pés.

— Meu filho, não quero que as distrações te causem uma inquietação escrupulosa, que poderia lançar-te na perturbação e desalento. Se o coração te escapa a teu pesar, não te assustes, procura traze-lo por um doce esforço, e faz, sem turbação e embaraço, o que de ti depender; o resto abandona-o à minha vontade. Ama-me de todo o teu coração, que as faltas de que ainda te não pudeste desfazer converter-se-ão para ti num objeto de humilhação, num motivo de virtude, numa ocasião de mérito, numa fonte de consolações. Uma terra bem disposta acha até no estrume um acréscimo de fertilidade; o homem cheio de boa vontade, até no seio de sua mi¬séria retira a seu tempo o fruto de suas imperfeições e de suas misérias. Estás tu na oração com respeito, e um verdadeiro desejo de te conservares atento? não é preciso mais. Estou contente de ti, apesar das distrações que te impedem de estares tão atento quanto desejavas. Jamais te lançarei a crime as digressões de uma natureza fraca e volúvel, contanto que não te detenhas nelas quando chegam; que antes lhe não tenhas dado ocasião, à falta de velar sobre os teus sentidos. Finalmente, sepulta confiadamente todas as tuas misérias nos abismos da minha misericórdia; lá desvanecer-se-ão, como se vê desaparecer uma centelha que cai no meio do mar.

— Senhor Jesus, agradeço-vos as lições que vossa ternura me quis dar; possa eu pô-las em pratica! O que agora vos peço é que eu leve sem me lastimar e com resignação todas as cruzes que me enviardes; o que vos peço é o cumprimento da vossa santa vontade, sempre, em todo o lugar e em todas as coisas; o que vos peço é o vosso amor; que mais posso pedir? Se vos amar, serei humilde, paciente, doce, caritativo, resignado; se vos amar, serei o que vós quereis que eu seja, um santo.

Ah! Por quem sois, meu Deus, dai-me o vosso amor, fazei-me uma chaga de amor, uma chaga que me cause dor a fim de que sofra por vós e convosco. Ó meu amor! Não me abandoneis porque sem vós não posso viver nem um momento. Ah! Não poder eu morrer de amor por vós, ó meu Deus! Sabeis que queria sofrer todos os trabalhos e todas as penas do mundo, e até mesmo os tormentos do inferno por amor de vós, diz o B. Affonso Rodrigues, da Companhia de Jesus. Como não morri de amor em reconhecimento dos vossos benefícios? Aonde acharei um amor infinito como o mereceis? Ó meu Deus! Vinde em meu socorro, quero viver e morrer repetindo sem cessar: “Amo- vos, amo-vos, amo-vos!”
Assim seja.

RESOLUÇÕES PRÁTICAS

É preciso todos os dias tomar a sua Cruz

“Se alguém, diz Jesus Cristo, quer vir após de mim, deve renunciar a si mesmo, tomar todos os dias a sua cruz, e seguir-me”

Meu caro Teótimo, atende nestas palavras do nosso divino Mestre:

“É preciso tomar a sua cruz”

Parecem duras e a natureza revolta-se; contudo, Teótimo, custe o que custar, é preciso que leves a tua cruz com paciência como Jesus Cristo levou a sua, pois à cruz estão ligadas a nossa salvação, a nossa força contra as tentações, e o verdadeiro amor de Deus! Sim, é preciso que a leves, não por força como a levam os pecadores, sem que tirem mérito algum: mas é preciso que a leves com submissão e por amor do Nosso
Senhor. Alguns, quando recebera consolações espirituais, oferecem-se a sofrer tudo o que os mártires sofreram, os cavaletes, as unhas de ferro e as laminas ardentes; mas depois de haverem feito a Deus estas belas e generosas promessas, não podem sofrer sem queixa, e ás vezes sem murmuração um pesadelo de cabeça, uma ligeira indisposição, a frialdade de um amigo, uma palavra um pouco dura. Meu caro Teótimo: Deus não quer que sofras as dores de um martírio coberto de sangue; tão somente pede que sofreras com paciência este mal, esta frialdade, esta palavra um pouco áspera. Leva a tua cruz todos os dias, e não te assemelhes aqueles que de bom grado consentem em a levar por algum tempo, mas que bem cedo a deixam, se continua a pesar sobre eles. Insensatos! Não sabem que rejeitando a cruz que Jesus lhes impõe, tomam uma outra mais pesada e mais difícil de levar! Tu, quando o peso desta cruz te parecer opressivo de mais, e te sentires desfalecer, recorre logo a Jesus pela oração, e pede-lhe força para a levar com resignação e com mérito. Lembra-te então do que diz São Paulo, “que todas as tribulações da terra”, por mais penosas que sejam, “não têm proporção com a gloria que Deus nos prepara no céu” e sentir-te-ás cheio de coragem.

Muitas almas, diz Santo Afonso de Ligório, amam a Jesus Cristo enquanto o vento das doçuras espirituais continua a bafejar; mas, se cessa, se sobrevém alguma adversidade ou desolação, na qual o Senhor se esconde a seus olhos para as provar, se em- fim Jesus priva estas almas de suas consolações ordinárias, abandonam a oração, as comunhões, as mortificações e se dão à tristeza e à tibieza procurando os prazeres da terra. Mas estas almas amam-se mais a si mesmas do que a Jesus Cristo; ao contrario, as que amam a Deus, não por um amor interesseiro e por consolações que ele dá, mas com amor puro e somente porque é digno de ser amado, nunca deixam os seus ordinários exercícios de piedade por aridez, por mais enojo que neles experimentem; basta-lhes saber que Deus acha a sua gloria em as experimentar desta sorte; assim oferecem-se a sofrer esta desilusão, este desgosto, este enfado, até à morte, se assim for a vontade do soberano Mestre. Sabem que Jesus é tão amável quando lhe apraz deixa-las na desilusão, como quando se digna conceder-lhes algumas consolações, e encontram a sua dita e prazer nos sofrimentos quando pensam que é por amor de Jesus que os suportam; então exclamam:

“Como é doce, meu caro Senhor, a quem vos ama, sofrer por vós! Jesus, que por mim morrestes, não poderei eu morrer por vós!”

Que é aliás sofrer algumas dores do corpo ou do espírito, algumas angustias interiores? Não estamos obrigados a sofrer por Jesus alguma coisa, por Jesus que por nosso amor escolheu a vida mais laboriosa e a morte mais afrontosa, por Jesus que não se permitiu o menor alivio, para nos mostrar que, se tendemos ao seu amor, devemos ama-lo como ele nos amou? Ó Teótimo! Que coragem não é a de Jesus, a alma que sofre e a que ama! Ó dom divino! Dom sobre todos os dons, amar sofrendo, e sofrer amando! Pede ao nosso bom Mestre t’o conceda.

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(Pinnard, Abade Dom. As Chamas do Amor de Jesus ou provas do ardente amor que Jesus nos tem testemunhado na obra da nossa redenção. Traduzido pelo Rev. Padre Silva, 1923, p. 191-201)