Otto Von Bismarck, iniciador da Kulturkampf (luta pela cultura): um movimento anticlerical alemão do século XIX

Otto Von Bismarck, iniciador da Kulturkampf (luta pela cultura): um movimento anticlerical alemão do século XIX

Quando, no século passado, campeava na Alemanha a perseguição deflagrada por Bismarck contra a Igreja Católica, a chamada “Kulturkampf”, via-se na frente de certas lojas, um curioso cartaz destinado a consolar os católicos.

Esse cartaz representava um grande rochedo à beira-mar, em torno ao qual vagas furiosas espumavam, enquanto um grupo de homens, em manga de camisa, se esforçava por precipitá-lo nas ondas… em segundo plano via-se o diabo que dizia zombeteiramente: “Já lá vão dois mil anos que eu trabalho em vão, com todo o poder do inferno, para derrubar esse rochedo. Por isto, é que me rio do vosso trabalho”.

Em verdade, meus irmãos, quem conhece as perseguições que a Igreja de Cristo tem tido de suportar há dezenove séculos, como recordei na instrução anterior, dará razão a essa curiosa imagem.

Quantas vezes os inimigos da Igreja clamaram que amanhã ela não existiria mais, e eis que ela aí está sempre.

Amanhã, estará acaba a Igreja – dizia Diocleciano, que fazia derramar a-flux o sangue cristão. E Diocleciano morreu, despojado da púrpura coroa, mas a Igreja, com o triunfo de Constantino, ascendeu ao trono imperial: não morreu.

Amanhã, estará acabada a Igreja – dizia Juliano o Apóstata. E Juliano morreu com uma última blasfêmia nos lábios, e quantos outros após ele, todos esses apóstatas orgulhosos e blasfemadores: mas a Igreja não morreu.

Amanhã estará acabada a Igreja – dizia Robespierre, o chefe da revolução francesa, que mandou para a guilhotina centenas de servidores da Igreja; e em breve ele próprio teve de subir à guilhotina, e a sua cabeça caiu no cesto: mas a Igreja não morreu.

Amanhã, estará acabada a Igreja – dizia Garibaldi, o conquistador de Roma; e a Igreja não acabou; vive e está em pleno vigor.

Amanhã, estará acabada a Igreja – exclamam atualmente os bolchevistas, os socialistas e os maçons. E a Igreja, como antes, não perecerá, mas fará novas conquistas, e essa árvore copada, que se estende sobre o universo, continuará a crescer.

Tudo isso é um fato histórico de que tratamos na nossa ultima instrução; – agora, eu desejaria resolver esse problema singular e tirar as consequências que dele decorrem.

1. Por que é que a Igreja é invencível?

2. Que consequências podemos tirar disso?

Certamente, vale a pena consagrarmos esta instrução à solução dessas duas questões.

1. Por que é que a Igreja é Invencível?

Altar da Igreja de São Francisco Xavier em Nova York

Altar da Igreja de São Francisco Xavier em Nova York

É naturalíssimo que a maravilhosa força vital da Igreja, que tem triunfado de todas as perseguições, reclame uma explicação.

A) Antes de tudo, cumpre notar bem que seria uma explicação absolutamente frívola o procurarmos a solução desse mistério nos meios exteriores, nas riquezas ou na complacência demonstrada em questões de princípios. Tem havido quem procurasse nessa trilha a explicação, mas aí nunca ela pôde ser achada.

a) Uma instituição terrena não pode evidentemente atingir a sua finalidade, sem meios terrenos: fez-se, pois, mister que a Igreja se servisse da riqueza como dum meio terreno.

Os bens terrestres não são somente meios que facilitam um fim, mas também um perigo. Para os particulares, e também para a Igreja. Se a Igreja dispôs de grandes bens no passado, isso não favoreceu apenas a sua tarefa, mas talvez tenha sido também o maior perigo com que ela teve de lutar. A riqueza terrestre é um terreno mui propicio ao desenvolvimento dos sentimentos rasteiros e mesquinhos e quem conhece a história da Igreja considera, com o coração cheio de amargura, os ferimentos que a Igreja recebeu, muitíssimas vezes, por causa das suas riquezas terrestres.

O certo é, pois, dizer que a Igreja subsiste, não por causa das suas riquezas mas – apesar das suas riquezas.

b) Cumpre então buscar noutra parte a razão da força da Igreja. Talvez no fato de afagar a natureza humana corrompida, de ser complacente e indulgente para com esta?

Não sei quem ousaria sustentar semelhante asserção! Realmente, quem é que não conhece as renuncias rigorosas, a severidade moral incompatível com qualquer conchavo, os numerosos sacrifícios, a retidão de consciência, que a religião católica sempre exigiu e exige ainda hoje dos seus membros, atitude que legitima essa reputação de que a religião católica é a religião “mais severa”, “mais difícil”? Assim é, realmente. Não há religião que ouse intervir tanto nos negócios mais íntimos dos homens, nos seus planos, projetos, vida domestica, pensamentos, alimento, distrações… Se a religião católica tem sustentado vitoriosamente uma luta de dezenove séculos, certamente não é por ter uma natureza propensa às concessões. Devemos, pois, repetir que a Igreja subsiste, não por causa da sua indulgencia, mas – ao contrario – porque nunca adotou atitude de covardia.

B) Mas onde está então a fonte em que a Igreja haure a sua força? Debalde temos procurado a explicação nas causas exteriores; só nos resta uma causa interna: a Igreja é o corpo místico de Cristo; ora, Cristo não pode mais morrer.

a) A invencibilidade da Igreja é a consequência da sua constituição íntima. A Igreja é Cristo que continua a viver entre nós; ora, “sabemos que Cristo ressuscitado dos mortos não morre mais; a morte já não tem império sobre ele” (Rm 6, 9).

A invencibilidade da Igreja resulta do fato de guardar ela os tesouros da redenção, e comunica-los de geração em geração, à humanidade; ela deverá, pois, subsistir enquanto houver um homem na terra.

Resulta também das palavras de Nosso Senhor Jesus Cristo a São Pedro que: “as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mt 16, 18); ora, cumpre que as palavras do Salvador se realizem, pois Ele próprio disse: “O céu e a terra passarão, porém minhas palavras não passarão” (Mt 24, 35).

b) Depois disso, não nos podemos admirar do que nos ensina a história: Cristo e a Igreja sofrem juntos, mas os perseguidores da Igreja também acabam como acabaram os inimigos de Cristo. Assim como Judas acabou na ponta duma corda; assim como Herodes, o matador das crianças de Belém, foi devorado pelos vermes; assim como Pilatos morreu no exílio; assim como Jerusalém foi destruída; assim também aquele que dilacera com dentes ferozes a Igreja de Cristo, ou seu chefe, irá à ruína, e não a Igreja.

Eis aí o verdadeiro segredo da invencibilidade da Igreja. Eis aí, a base da força inabalável da Igreja. Mas é ao mesmo tempo a fonte das lições, e conclusões, que devemos tirar da invencibilidade da Igreja.

2. Quais são as lições da Invencibilidade da Igreja?

A invencibilidade da Igreja é para nós uma grande e segura prova, da qual resulta a tranquilidade inabalável da consciência católica.

A) A invencibilidade da Igreja que a tem feito vencer constantes perseguições é, antes de tudo, para nós, uma grande prova.

a) A prova de que a Igreja Católica é realmente a verdadeira Igreja de Cristo.

Um protestante solicitava um dia sua admissão na Igreja Católica. O vigário perguntou-lhe que é que o encaminhava para o catolicismo. Esse homem respondeu:

“Há anos que venho lendo atentamente a Bíblia, e impressionou-me ver Cristo predizer aos seus discípulos muitos sofrimentos e perseguições. Mas, quando olho para o mundo, não vejo outra religião perseguida senão o catolicismo. Quando os jornais publicam alguma difamação sobre os sacerdotes e as religiosas, trata-se sempre dum sacerdote ou duma religiosa católica. Ataca-se ora o papa, ora os bispos. Ora se zomba das cerimônias católicas, ora expulsam-se dum país os religiosos. Quando refleti tranquilamente nisso, fui obrigado a concluir que a verdadeira religião de Cristo se achava no catolicismo, pois este sofre a perseguição que Cristo predisse a seus discípulos”.

Que interessante conclusão! Não é assim mesmo, na realidade? Não se realizam na nossa Igreja as palavras tão claras de Nosso Senhor:

“Se o mundo vos odeia, sabei que me odiou em primeiro. Se fosseis do mundo, o mundo amaria o que era seu; mas, porque não sois do mundo e eu vos escolhi do meio do mundo, por isso o mundo vos odeia” (Jo 15, 18-19).

b) Assim, posso responder à pergunta que certamente surge no pensamento desse ou daquele cristão: “Se a Igreja Católica é realmente a verdadeira Igreja de Cristo, por que então Deus tolera, por que permite que ela seja continuamente perseguida? Não poderia Ele impedir isso?”.

Sem dúvida. Apenas, não o quer.

>Leia mais sobre a Igreja Católica e a Salvação, por Dom José Francisco Falcão!

Quando São Pedro, no horto das Oliveiras, cortou a orelha a um dos soldados, Nosso Senhor lhe disse: “Pensais que eu não posso rogar a meu Pai, que me daria mais de doze legiões de anjos? Como então se cumpririam as Escrituras, que atestam que assim deve ser?” (Mt 26, 53-54). Do mesmo modo age ele para com sua Igreja: não afasta dela as provações, afim de que a sua origem divina se firme tanto mais claramente perante nós, quanto, de século em século, verificamos que as coisas deviam realizar-se como Nosso Senhor o dissera, isto é, que as portas do inferno não prevaleceriam contra ela.

Dizem que há pérolas que é preciso mergulhar de vez em quando no fundo do mar, para que elas recuperem o antigo brilho. Assim também, é preciso que a Igreja de vez em quando seja mergulhada num oceano de sofrimentos, para que em seguida o seu semblante irradie, mais pura, a beleza divina.

B) Da invencibilidade da Igreja nasce também a verdadeira consciência católica.

a) Por que é que aprendemos na escola a história da nossa pátria? Para aprendermos a amar nossa pátria com generosa ufania, por causa dos seus feitos heroicos, das guerras que sustentou, do sangue que verteu.

O mesmo sucede em relação à nossa santa Igreja. Nossa pátria tem vários séculos de existência, a nossa Igreja Católica tem dois mil anos. Amo minha pátria, estou pronto a sacrificar-me por ela, e reconheço com orgulho que a ela pertenço. Mas amo também a minha Igreja Católica, e reconheço com ufania que sou católico. Reconheço, com Santo Agostinho: “O Espírito Santo vive em vós na medida em que amais a Igreja” – “Quantum quisque amat ecclesiam Dei, tantum habet Spiritum Sanctum” (In Jo 32, 8). Reconheço com São Cipriano:

“Não pode ter a Deus por Pai, quem não tem a Igreja por mãe” *De unit. Eccl. VI).

b) Vive acaso em nós essa corajosa e firme consciência católica?

Conta-se uma história interessante da princesa russa Rostopehine, que nascera na religião grega cismática, mas, quando conheceu a verdade católica, se fez católica, e praticou corajosamente a sua fé. Todos os domingos, seu carro parava diante da Igreja de São Francisco em Moscou, e todos sabiam que a princesa estava na missa. As autoridades ortodoxas não viam isso com bons olhos, e o governador fez-lhe saber que era obrigado a levar o fato ao conhecimento do tsar. Mas a princesa dirigiu-se por carta ao tsar, antes do governador. Dizia nela:

“Majestade, o governador de Moscou ameaça-me de escrever à mais alta autoridade, denunciando-lhe que sou católica e pratico minha religião. E o que tenho feito até aqui, continuarei a fazê-lo. Se quiser, pode V. Majestade mandar-me prender como uma criminosa, confiscar toda a minha fortuna, desterrar-me para a Sibéria. Só uma coisa Vossa Majestade não pode: é acorrentar-me a consciência e impedir-me de servir a Deus”.

Não sentis, irmãos, como essa carta nos comunica o sopro vivificador da fé intrépida, e da calma inabalável dos primeiros cristãos?

C) E essa santa tranquilidade da alma é outra consequência da invencibilidade da Igreja. A esperança que nada teme, e que não duvida do destino da Igreja, sejam quais forem as privações e as perseguições que lhe reserve o futuro. Sejam quais forem as perseguições que aguardem a nossa Igreja, podemos dizer tranquilamente: “Alios jam vidi ventos” – “já vi bem maiores perigos”.

a) Os inimigos da Igreja não dormem nos nossos dias, e quando pensamos nos seus esforços criminosos contra o futuro da Igreja, em muitas almas pode surgir a angustiosa pergunta: A Igreja ainda tem uma missão a cumprir? Não devemos recear que ela pereça? Mas vigoram também para o futuro as palavras de Cristo: “Não temais, pequeno rebanho, pois aprouve a vosso Pai dar-vos o reino” (Lc 12, 32).

A Igreja sempre perseguida, e sempre invencível, dá-nos a resposta, uma resposta tranquilizadora e segura.

Em Roma acham-se, bem ao lado um do outro, dois poderosos monumentos: o Coliseu e o arco de triunfo de Constantino. O Coliseu, por assim dizer o túmulo do imenso poderio dos imperadores, está em ruinas; o arco de triunfo de Constantino, símbolo da liberdade dada ao cristianismo, ainda está de pé.

Que era então outrora esse Coliseu de gigantescas proporções? Era a personificação do poder e do espírito de Roma. Oitenta e sete mil homens, do imperador ao último escravo, assentavam-se-lhe nas arquibancadas, quando os cristãos condenados à morte – homens, mulheres, crianças – entravam na arena cantando hinos, para serem dilacerados por feras esfaimadas, dando testemunho a Cristo, o Filho de Deus crucificado.

Mas, ao cabo de três séculos de perseguições cruentas, o senado e o povo romano elevaram, ao lado do Coliseu, o arco de triunfo de Constantino, e esse memorial da liberdade da Igreja ainda está de pé, após dezesseis séculos, ao passo que o Coliseu tombou em ruínas.

“Há muito – diz Heine – que cessei de combater a Igreja Católica. Conheça a medida das minhas forças intelectuais, e sei que jamais os assaltos mais furiosos poderão abrir brecha nesse possante colosso que é a Igreja de São Pedro. Mais de uma cabeça oca ainda se quebrará contra essa rocha”.

É dessa força invencível que nasce a nossa tranquila confiança. De fato, se o caminho da Igreja passa sempre por perto do Gólgota, haverá sempre sacerdotes que dirão com São Paulo:

O Espírito Santo me assegura que, de cidade em cidade, grilhões e perseguições me aguardam. Mas não faço caso disso, e por mim mesmo não dou valor algum à vida, contanto que consuma minha carreira, e cumpra o ministério que recebi do Senhor Jesus” (At 20, 23-24)

E haverá sempre fiéis que, com fé e paciência, e, se preciso, derramando seu sangue, repetirão do mesmo modo estas palavras de São Paulo:

Quem nos separará do amor de Cristo?… Nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas presentes, nem as coisas futuras, nem as potestades, nem a altura, nem a profundeza, nem criatura alguma, poderá separar-nos do amor de Deus em Jesus Cristo Nosso Senhor” (Rm 8, 35-39).

b) Os que já tomaram parte numa audiência pontifical em Roma terão verificado com admiração a doce serenidade e a paz que irradiam do semblante do papa. Olhai qualquer retrato do papa, e a mesma tranquilidade nele se reflete. Não nos admiramos do semblante tranquilo de Cristo; ora, o semblante, cheio de serenidade, do papa é o reflexo da serenidade de Cristo. Admiramos especialmente a calma do semblante do Salvador quando, no dia da Ascensão, ele, de pé na montanha, fala ao círculo da Igreja principiante, e, ante seus olhos que tudo veem, passam as tempestades dos séculos vindouros, – é essa paz que admiramos. Após contemplar essa série de tempestades, dá Ele, com uma calma divina, esta última ordem: “Ide, ensinai todas as nações”.

Ide! – diz Nosso Senhor.

Senhor, aonde havemos de ir?

A toda parte. De cidade em cidade, de país em país, de continente em continente. Não haverá nem morte, nem fim, nem parada, nem obstáculo. Ide! As perseguições sangrentas dos imperadores romanos não podem ser obstáculo. Estou convosco. Acima do poder muçulmano, acima dos cismas, acima das violências abertas, acima das surdas maquinações dos maçons, em meio às atrocidades dos sem-Deus, Eu estou convosco. Ide, batizai, confessai, dizei missa, pregai, consolai, levantai para o céu as cabeças fatigadas, e aconteça o que acontecer, não temais, pois “o céu e a terra passarão, porém minhas palavras não passarão” (Mt 24, 35).

E essa segurança, essa santa tranquilidade da alma são os mais belos efeitos da invencibilidade da Igreja.

***

Meus irmãos, na sala do Vaticano onde os papas assinavam os atos de importância capital para a sorte da humanidade, – “Stanza delle segnature”, – o papa Júlio II mandou pintar, por Rafael, quatro quadros famosos. Representam eles a teologia, a filosofia, a poesia e o direito, isto é, a verdade enquanto revelação, enquanto trabalho da razão, enquanto beleza e enquanto ordem cristã. Essas quatro pinturas são um magnifico símbolo; exprimem que a humanidade só achará a felicidade, a satisfação, a ordem e a civilização, se as diversas formas da única Verdade trabalharem em harmonia, auxiliando-se mutuamente.

É assim que age e trabalha a Igreja de Cristo já há dezenove séculos.

E eis aí, porque me ufano dessa Igreja.

Mas de que me serviria ufanar-me dela, se não me esforçasse, dia a dia, para me tornar melhor, como seu filho?

Que é preciso para ser um bom filho da Igreja? São precisas quatro coisas: a fé – a fidelidade – a obediência – a graça.

A fé. Cristo impôs à sua Igreja o dever de ensinar todas as nações; mas então me impôs, a mim, a obrigação de escutar a Igreja: aceito, pois, e creio, zelosamente, o que ela me ensina.

A fidelidade. Estou a seu lado com um amor filial: quem a ofende, a mim ofende também.

A obediência. Peça ela o que pedir, prescreva o que prescrever, não critico, não a censuro, sei que ela quer o meu bem: faço o que ela pede.

Mas, para ter em mim a fé, a fidelidade e a obediência, é-me necessária a graça, são-me precisos, em abundância, os meios de graça que a minha Igreja oferece a mancheias.

Contemplo com amor a Igreja, porque a sua invencibilidade me ensina a ter uma fé inabalável no seu futuro.

Creio que o rochedo em que ela está construída não vacilará.

Creio que a barca em que navega não irá ao fundo.

Creio que o pescador de vestes brancas que está sentado ao leme não pode enganar-se.

Creio que, embora não se apartando uma letra do ensinamento de Cristo, ela triunfará gloriosamente, subsistirá, e guiará os homens até o último dia, em que cessará… quando a vida cessará na terra… e todos os que tiverem tido plena confiança na Igreja de Cristo na terra, entrarão como vencedores na Igreja eterna de Deus. Amém.

(Toth, Mons. Tihamer. A Igreja Católica. Rio de Janeiro: José Olympio, 1942, p. 239-250)