São Máximo de Turim

São Máximo bispo de Turim, é muito conhecido na história pela santidade de sua vida, por seus escritos e sobretudo por seus sermões, que constituem ainda agora um dos ornamentos do breviário romano. Combateu. com ardor os erros de Nestório e de Eutiques, e era tido em tão alta estima, que no Concílio romano, celebrado sob o Papa Hilário, sucessor de São Leão, ocupava o primeiro assento depois do Pontífice. Trabalhou muito para não permitir que a heresia invadisse o Piemonte, e para desarraigar a superstição dos pagãos, que ainda existiam em Turim, e lugares vizinhos. Era tão caritativo para com os pobres que, se algum estrangeiro perguntasse pela casa do bispo, respondiam-lhe que podia entrar com confiança na casa que visse rodeada de mendigos, pois essa seria certamente a casa do bispo. Sustentava e promovia uma terníssima devoção para com a Mãe de Deus e falava dela com muito zelo em seus sermões, afirmava que esta fora achada digna de ser morada do Filho de Deus antes por sua graça original do que por suas virtudes. Conta-se este santo entre os mais doutos escritores da Igreja. Descansou no Senhor no ano 474 mais ou menos.

São Gelásio Papa

São Gelásio, romano, eleito para no ano 652, é muito conhecido por suas instituições em prol da Igreja. Reuniu em Roma um Concílio ao qual assistiram muitos bispos; nele se declarou quais os livros autênticos do Antigo e do Novo Testamento e quais os apócrifos; recomendou a honra em que se devem ter os quatro concílios ecumênicos de Nicéia, Constantinopla e de Calcedênia; compôs um catálogo das obras dos santos padres e dos escritores eclesiásticos; mandou publicar um livro chamado Sacramentale, no qual se acha a ordem de quase todas as mis­sas que temos no missal romano e a fórmula para dar as bênçãos (missal anteror ao Concílio Vaticano II).

Aboliu as festas lupercais que se celebravam em Roma, no mês de fevereiro, em honra do deus Pan, e em lugar delas mandou celebrar a festa da Purificação, como já se fazia em muitos países; por último confirmou o antigo costume de conferir as ordenações aos eclesiásticos nas quatro têmporas. Ainda que se achasse elevado à primeira dignidade do mundo, levava entretanto uma vida pobre, praticando rigorosa austeridade; dava de comer a todos os pobres que conhecia e ele mesmo os servia na mesa. O tempo que lhe deixavam livre suas ocupações, empregava-o na oração ou em piedosos colóquios com os mais dignos servos do Senhor. Morreu santamente no ano 496.