Meditação para o Dia 07 de Abril

Um dia – conta a Irmã Benigna Consolata – eu pus ao lado da folha de papel em que escrevia uma estatueta do Menino Jesus. Um pequeno movimento que fiz a derrubou. Levantei-a do chão, sem demora, e dei um beijo em Nosso Senhor, dizendo: “Se não tivesses caído, não terias este beijo”. Ele respondeu: “É assim, minha Benigna, quando cometes uma falta involuntária. Não me ofendes, mas o ato da humildade e de amor que fazes depois, é o beijo que me dás, e eu não o teria recebido se não tivesses cometido essa imperfeição”. (1)

Pode-se imaginar um símbolo mais comovedor da alegria que causamos ao Coração de Jesus quando, depois de nossas misérias quotidianas, voltamo-nos para Ele, cheios de confiança?

Nossas faltas – diz o Pe. Paul de Jaegher, S. J. (2) – têm como missão principal fazer-nos conhecer experimentalmente e tocar com os dedos nossa imensa miséria e total impotência. Centenas, milhares de imitações não nos poderiam dar essa humildade sentida e vivida que, unicamente com a graça de Deus, a experiência, mil vezes repetida, de nossa miséria, pode dar-nos.

Abençoadas misérias que nos alcançam tanta misericórdia!

Referências:
(1) Souer Begne Consolata Ferrere – Vie
(2) Pe. Paul de Jaegher. S. J. – Confiance – II vol. – c. IV.

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(Brandão, Ascânio. Breviário da Confiança: Pensamentos para cada dia do ano. Oficinas Gráficas “Ave-Maria”, 1936, p. 110)