Meditação para o Dia 10 de Abril

É preciso que tenhamos muita paciência conosco e ainda mais do que com outros. Somos, às vezes, insuportáveis a nós mesmos. Tanta miséria, quedas repetidas, defeitos incorrigíveis, fraquezas vergonhosas, covardia, desânimos, pecados sobre pecados! Oh! Que desolação! Não nos perturbemos. Calma e paciência. Quanto mais perturbação tanto pior. É orgulho não nos conformarmos com a nossa fraqueza e a nossa miséria. Às vezes é mais fácil termos paciência com os outros do que conosco. Com a natureza rebelde, atrevida, grosseira que possuímos, perdemos a calma!

Não maltratemos o nosso jumentinho a pancadas de impaciência. É pior. Será preferível que lhe demos boa ração de calma e tranquilidade e confiança. Um dia Nosso Senhor disse a uma dessas almas já quase desesperadas com a sua má natureza, sempre rebelde e recalcitrante:

“Minha filha, fui tão paciente contigo, pois é preciso que também tenhas paciência contigo mesma”. (1)

Tenhamos então muita paciência conosco. Se Nosso Senhor, que é a Infinita Justiça, a própria Santidade, se Ele que tanto odeia o pecado nos suporta por misericórdia, – por que não nos havemos de suportar na miséria?

Referências:
(1) Pe. Poullain, B.J. – “Journal de Lucie-Christine”

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(Brandão, Ascânio. Breviário da Confiança: Pensamentos para cada dia do ano. Oficinas Gráficas “Ave-Maria”, 1936, p. 113)