Meditação para o Dia 15 de Maio

“Saúde dos enfermos” é o título consolador que a Igreja dá a Nossa Senhora: Salus infirmorum. Não há miséria da criatura humana sem a misericórdia de Maria.

Non est qui se abscondat a calore eius – “Não há quem se possa esconder aos raios benéficos da luz e calor do sol ardente do seio materno”

“A doença – diz a Imitação – torna poucas pessoas melhores”

É que não se faz bom uso dessa graça. Um tempo precioso como esse não se deveria perder inutilmente. A resignação, a conformidade com a vontade de Deus, enriquecem-nos de méritos num leito de dores. Entretanto, como somos fracos e impacientes! Nossa Senhora se compadeça de nós! Quando vier a doença, corramos logo a seus pés. Ela é mãe, e a mãe é a mais solícita e carinhosa das enfermeiras. Os santuários da Virgem, em todo o mundo, estão repletos de ex-votos, atestando curas, milagres estupendos. Em Lourdes, a Saúde dos enfermos abre os tesouros da sua bondade. Haverá espetáculo mais comovedor do que o dessas multidões de padecentes a chorar e a bradar:

“Saúde dos enfermos, rogai por nós, Jesus, filho de Davi, tende piedade de nós?”

Não consta, nos Evangelhos, nenhuma cura operada por Nossa Senhora; estejamos certos, entretanto, de que nenhum daqueles estupendos milagres de Nosso Senhor se realizou sem a influência de um terno olhar de Maria. Jesus reservou a Sua Mãe o poder de curar e consolar os enfermos através dos séculos, a fim de que todas as gerações, que a chamam “Bem-aventurada”, também a pudessem chamar “Saúde dos enfermos”.

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(Brandão, Ascânio. Breviário da Confiança: Pensamentos para cada dia do ano. Oficinas Gráficas “Ave-Maria”, 1936, p. 150)