Meditação para o Dia 28 de Abril

Onde haverá um refúgio seguro para nossa pobre alma, quando abatida pelo sofrimento? E, nas tentações e perigos, onde nos abrigaremos? Santo Agostinho responde:

“Nas chagas de meu Jesus e, principalmente, na chaga do Seu coração”

São Boaventura estava bem certo de que as Santas Chagas de Nosso Senhor são o melhor refúgio na vida e na morte, quando dizia:

“Se eu nada mais puder fazer, meu Jesus, procurarei vossas chagas e aí permanecerei”

Beijemos, em nossos crucifixos, as Chagas Divinas das mãos. Elas nos ensinam a aceitar as amarguras, as contradições que encontramos com o trabalho de nossas mãos. As Chagas dos pés nos ensinarão a caminhar corajosamente na via dolorosa do Calvário. A chaga do Coração nos dirá o amor infinito com que somos amados e a nossa ingratidão sem par. Olhemos, sim, Nosso Deus cravado na cruz e aprendamos a amá-lo com generosidade. Aos devotos das Chagas do seu Coração, prometeu Nosso Senhor a Margarida Maria:

“Eu serei seu refúgio seguro na vida e, principalmente, na hora da morte”

A uma alma provada, dizia Nosso Senhor:

“Minha filha, molha no sangue de minhas Chagas o pão duro de tuas amarguras e sofrimentos, e serás feliz”

Ó doce e terno Coração, morada e refúgio de nossas almas! Tende piedade de nós!

Voltar para o Índice do Breviário da Confiança

(Brandão, Ascânio. Breviário da Confiança: Pensamentos para cada dia do ano. Oficinas Gráficas “Ave-Maria”, 1936, p. 131)