Meditação para o Dia 13 de Abril

Para construir a Jerusalém celeste, quer o Senhor, pedras bem talhadas, obras-primas de arte e estátuas belas e vivas de amor. E Ele, o Divino Escultor, é quem prepara, talha e aperfeiçoa, com o cinzel das criaturas, as pedras vivas da Pátria celeste. O escultor, ante o bloco de mármore, sente palpitar a chama do seu ideal de artista. E bate, corta, desbasta, até que apareça aos seus olhos a estátua que idealizou. Assim faz Nosso Senhor conosco. Somos pedras vivas, destinadas à construção da Jerusalém celeste.

“O mundo – diz São Francisco de Sales – é uma oficina, na qual são batidas e talhadas as pedras vivas que devem servir na construção da Jerusalém celeste”

Que belo destino é o nosso! Se o mármore pudesse sentir como nós, que honra e glória não teria em ser trabalhado nas mãos de um Miguel Ângelo, de um Cellini, e admirado nos templos e museus! Haverá maior e mais genial artista do que Deus? E não havemos de querer que Ele trabalhe em nós? Deixemos, sim, que, com o cinzel da enfermidade, do martírio quotidiano de mil contrariedades, Ele, o Divino Escultor, bata, corte, desbarate e faça da pedra dura e fria de nossa pobre alma uma estátua viva do seu Amor misericordioso!

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(Brandão, Ascânio. Breviário da Confiança: Pensamentos para cada dia do ano. Oficinas Gráficas “Ave-Maria”, 1936, p. 116)