Meditação para o Dia 17 de Janeiro

O acaso não existe. É uma palavra sem sentido, vazia, a laicização da Providência, para uso dos corações maus, que querem livrar-se da submissão, da oração e do reconhecimento. Uma alma cristã não usa esta linguagem bárbara:

“É o destino!… Um acaso!… A fatalidade inevitável!”

E a Providência? A Divina Providência! Oh! Tanta gente que se diz devota e piedosa e, contudo, crê, como os pagãos, num destino cego!

O homem admite a fatalidade, porque desconhece as combinações e planos Divinos, em que tudo, tudo, foi providencialmente preparado. Como muito bem disse Joseph de Maistre, o acaso é o incógnito da Providência.

“Convençamo-nos, escreveu Monsenhor Charles Louis Gay, de que, se no meio de tantos acidentes de todo gênero de que a vida está cheia, soubéssemos reconhecer a vontade de Deus, não condenaríamos nossos Anjos a verem em nós tantas admirações pouco respeitosas, tantos escândalos sem fundamento, tantas cóleras injustas, tantos desânimos injuriosos a Deus, ai! E tantos desesperos que muitas vezes nos põem em risco de perder-nos” (1)

Divina Providência! Divina Providência! Vossos caminhos, Senhor, são ocultos, e vossos desígnios, misteriosos!

Referências:
(1) Mgr. Charles Louis Gay – Abandon .1

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(Brandão, Ascânio. Breviário da Confiança: Pensamentos para cada dia do ano. Oficinas Gráficas “Ave-Maria”, 1936, p. 26)