Meditação para o Dia 16 de Janeiro

Nosso Senhor prometeu ouvir todas as nossas orações. “Pedi e recebereis; batei e se vos abrirá”. Que belas promessas e parábolas sobre a oração, as quais tanto nos animam e nos excitam à confiança! Entretanto, como Deus é Pai e melhor do que nós sabe o que é bom para a nossa salvação eterna, nem sempre atende às nossas preces. Por quê? Onde estão as Suas promessas Divinas? Ah! Não sabemos o que pedimos. Um pai extremoso dará ao filhinho travesso, para brincar, um revólver carregado, uma faca, uma navalha? A criança chora, teima, mas não pode ser atendida. Seria uma crueldade atendê-la. Que pede muita gente a Deus? A prosperidade temporal, bons negócios, saúde, honras, triunfos que excitam a vaidade. E Nosso Senhor bem vê que tudo será mal aproveitado, que a prosperidade, como péssima madrasta, será a ruína daquela pobre alma tão fraca e tão leviana! E, deixando de atendê-la, manda-lhe cruzes e revezes. Deixará Nosso Senhor de cumprir Suas promessas? Não, mil vezes não! Muitas vezes é melhor graça negar do que conceder o que pedimos. Quando certa mãe pediu ao Mestre Divino dois lugares no Reino Eterno para seus filhos, um à direita e outro à esquerda, disse-lhe Jesus: “Não sabeis o que pedis!”. O mesmo se pode repetir a quantos pedem a Deus os bens temporais e se esquecem dos bens eternos. Ah! É bem verdade isto: Deus nega por misericórdia o que concederia por justiça e por castigo. Oh! Se soubéssemos!…

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(Brandão, Ascânio. Breviário da Confiança: Pensamentos para cada dia do ano. Oficinas Gráficas “Ave-Maria”, 1936, p. 25)