Meditação para o Dia 11 de Abril

Soror Elisabete da Trindade dizia na hora da morte:

“Como é solene a hora em que me acho!”

Solene, sim, porque era a de sua passagem para a Eternidade, era a hora de se apresentar à Justiça Divina.

“Experimento – acrescentou ela – um sentimento indefinível, algo da Justiça e da Santidade de Deus. Acho-me tão pequenina e desprovida de méritos! Como é preciso dar confiança aos agonizantes!” (1)

Sim, as horas solenes fazem tremer. A natureza, no momento decisivo da partida do exílio, apavora-se e treme. Mais do que nunca, a confiança é necessária. Quem viveu no Coração de Jesus há de morrer nesse Divino Coração. A Misericórdia Divina jamais será tão pródiga como nos últimos instantes. Um ato de confiança, resignação e amor, nesses momentos, pode fazer do pecador miserável um justo, um santo. Precisamos aceitar a morte conformados com a vontade de Deus.

“Aceitarmos a morte que Deus nos apresenta e conformarmo-nos com a Vontade Divina – diz Santo Afonso – é merecermos uma recompensa semelhante à dos mártires”

E o Pe. Luiz de Blois assegura-nos “que, na morte, um ato de perfeita conformidade com a Vontade de Deus nos preserva, não somente do Inferno, mas até do Purgatório” (2).

Também há de chegar para nós a hora solene. Seja solene pelo amor e a confiança a nossa entrada na vida eterna!

Referências:
(1) Elisabeth de la Trinité – “souvenirs” c. XVII.7
(2) Santo Afonso – Preparação para a morte

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(Brandão, Ascânio. Breviário da Confiança: Pensamentos para cada dia do ano. Oficinas Gráficas “Ave-Maria”, 1936, p. 114)