Meditação para o Dia 12 de Março

É fácil e doce rezar o Amém depois das orações. Difícil e duro é, porém, fazê-lo nas amarguras e reveses e mil sofrimentos da vida. É a mais curta das orações, mas, também, a que mais custa rezar! Amém! Assim seja! Veio a doença com todo seu cortejo de dores? Amém! Assim seja! Faça-se a Vossa Vontade, meu Deus! Veio a perseguição? Amém! Assim seja! Uma separação que nos fere tanto e nos é tão penosa? Amém! Assim seja! Golpes da ingratidão, do desprezo, de humilhações? Amém! Assim seja! Visitou-nos a pobreza? Amém! Assim seja! Desolações interiores, trevas em nossas almas, o martírio de tentações pavorosas? Meu Deus! Amém! Assim seja!

O amém e o sim são as palavras mais belas que podemos dizer a Nosso Senhor. Significam elas o abandono cego, total, de nossa vontade à Vontade Divina, o que é a perfeição, a santidade.

Guido de Fontgallant, aos 11 anos, morre como um santo, todo abrasado do amor Divino. Que fez de mais essa criança? Pronunciou em toda sua vida um belo sim a Jesus e aceitou, num sim heroico, o sacrifício da vida e de todo seu ideal de sacerdócio. O sim, o Amém, fazem milagres da graça! São o abandono e, no abandono, diz Mons. Charles Gay, a docilidade é ativa e a indiferença da alma é amorosa. A alma é um SIM vivo. Cada suspiro, cada passo é um AMÉM abrasado, que se vai juntar ao AMÉM celeste (1).

Meu Deus, quero dizer-Vos sempre, sempre, em toda a vida: Amém! Amém! Sim! E Sim!

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(Brandão, Ascânio. Breviário da Confiança: Pensamentos para cada dia do ano. Oficinas Gráficas “Ave-Maria”, 1936, p. 83)